• Amizade 17.05.2010 1 Comment

    Esforço coletivo internacional

    O último fim de semana foi marcado pela segunda edição do Twitter’s Run Day, uma ação conjunta de twiteiros do Brasil e do mundo, que registram numa tabela única os seus treinos no dia, criando um movimento empolgante e inspirador em favor da atividade física, da saúde ou da simples diversão.

    Para participar, bastava ao interessado ser tuiteiro. Devia apenas se cadastrar no site oficial do Dia da Corrida no Twitter (em português é muito mais bonito, na opinião deste blogueiro) e então registar os quilômetros percorridos no sábado e/ou no domingo.

    Apesar de o treino ou corrida dever ser necessariamente no sábado ou no domingo, o site aceitava os registros da quilometragem até hoje. Na última vez que conferi, os TwittersRun já tinham completado 3.268,8 km em 291 registros. O que não significa 291 tuiteiros, pois qualquer um poderia fazer registros nos dois dias.

    No total, chegaram quilômetros de seis países, como você pode ver no mapa acima. Além das 54 cidades brasileiras, entraram no mapa do evento Londres (Inglaterra), Frankfurt (Alemanha), Miami (Estados Unidos), Costa da Caparica (Portugal) e Chennai (Índia).

    Eu contribuí com 27 km percorridos em São Paulo, começando no finzinho da madrugada de ontem. Rodei pela zona oeste e pela zona sul e depois voltei para o centro, tendo oportunidade de apreciar o público que acompanhou a Virada Cultural durante a noite e pela manhã. O povo estava muito doidão, mas parecia estar também se divertindo bastante.

    Lamentável apenas a morte de um garoto de 17 anos, esfaqueado durante uma briga. As demais ocorrências foram de menor importância. Pelo pouco que vi, a região central estava bem policiada, e as pessoas estavam numa boa.

    Voltando ao Dia da Corrida no Twitter: o evento foi criado por uma comunidade de corredores twiteiros que começou a se formar no primeiro semestre do ano passado e teve o primeiro encontro f‘ísico em setembro, na véspera da Meia Maratona das Pontes (que não teve ponte, como eu contei aqui). E o primeiro esforço coletivo de corrida foi nos dias 14 e 15 de novembro. Naquela edição, 131 participantes de 26 cidades, em três países, correram um total de 1.885,7 quilômetros.

    por Rodolfo Lucena (17/05/2010)

     artigo do site: http://www1.folha.uol.com.br/

  • Artigos 17.05.2010 No Comments

     

     

    Não se espante caso um dia saia do consultório médico com a seguinte prescrição para as têmporas doloridas: sue a camisa, de preferência gastando a sola do tênis ou pedalando. É o que se conclui dos resultados obtidos pelo primeiro estudo epidemiológico sobre dor de cabeça realizado no Brasil. Assinado pelos neurologistas Luiz Paulo de Queiroz, da Universidade Federal de Santa Catarina, e Mario Peres, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o trabalho ouviu 3 848 pessoas escolhidas aleatoriamente, de ambos os sexos, com idade entre 18 e 79 anos, em todo o país.

    O objetivo foi estimar a prevalência de enxaqueca e cefaléia – nome científico da dor de cabeça comum – entre os brasileiros. Além disso, procurou avaliar a relação entre esses tormentos e hábitos do dia a dia, como a prática regular de exercícios físicos. No final, os dados da pesquisa são um estímulo e tanto para todo mundo levantar da cadeira e se mexer – aliás, não só para quem vive com a sensação de que a testa está prestes a explodir. “Os sedentários apresentaram 43% mais enxaqueca e 100% mais cefaléia crônica, com crises diárias, do que os indivíduos que se exercitam”, conta Queiroz. A explicação para esse elo entre menor incidência de dor de cabeça e malhação está nos nossos neurônios. “Os exercícios aumentam a produção de endorfinas, neurotransmissores que proporcionam bem-estar. Eles funcionam como uma “morfina natural”, compara o médico.

    O especialista em medicina do esporte Moisés Cohen, também da Unifesp, acrescenta: “Alguns artigos sugerem que outras substâncias liberadas durante a atividade física, como a epinefrina e os esteróides, podem estar por trás do alívio”. A melhora na circulação sanguínea, que provoca um aumento da oxigenação cerebral, é mais um fator que colabora para o fim das dores. “Sem contar a diminuição do estresse”, complementa a neurologista Norma Fleming, coordenadora responsável pelo Ambulatório de Cefaléia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e presidente da Associação de Dor do mesmo estado.

    Como as endorfinas estão diretamente ligadas a uma menor ocorrência de crises, os exercícios mais indicados para o combate da dor de cabeça são aqueles que mais estimulam a liberação dessas substâncias – os aeróbicos, como a caminhada, a natação e a corrida de baixo impacto. “Os exercícios de fortalecimento muscular também produzem algum efeito, porém em menor grau”, nota o cardiologista José Kawazoe Lazzoli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.

    “As atividades que envolvem relaxamento, como o alongamento e a ioga, e as lúdicas, como a dança de salão, também podem ajudar a diminuir os sintomas, graças ao bem-estar que proporcionam”, observa o neurologista e especialista em dor Eduardo Barreto, coordenador do Serviço de Neurocirurgia da Rede D’Or, que compreende hospitais e laboratório no Rio de Janeiro. Em relação à frequência, para que a melhora da dor seja flagrante, os especialistas recomendam suar a camisa três vezes por semana, entre 30 e 60 minutos. “Mas, no meu estudo, até mesmo aqueles que fizeram uma única sessão semanal de exercícios apresentaram uma diminuição nas crises”, afirma Luiz Paulo de Queiroz.

    Além de privilegiar os esportes aeróbicos, a maneira como se pratica a atividade física conta muito. Se for feita de maneira incorreta, o feitiço se volta contra o feiticeiro – em vez de mitigar a dor, a malhação acaba por torná-la mais forte e, pior, pode aumentar o número de episódios de crise. “Os exercícios muito intensos ou realizados sem o devido aquecimento não são bem-vindos, especialmente para quem vive com dores de cabeça”, alerta José Kawazoe Lazzoli.

    Outra: para que o esporte só produza alívio, é fundamental alimentar-se bem antes e depois dos treinos. Respirar em um ritmo normal ao exercitar o corpo é igualmente recomendação importante. A tendência é prender a respiração quando a gente se esforça em demasia porque a glote, estrutura que se localiza na laringe e que impede a entrada dos alimentos nas vias respiratórias, se fecha. Mas daí a pressão arterial se eleva, o fluxo sanguíneo em direção à cabeça cai e, não demora para aquela sensação ruim pintar na testa e adjacências. Além disso, só saia correndo por aí após se submeter a uma avaliação médica. “O aval de um especialista, assim como o acompanhamento de um fisioterapeuta ou fisiatra quando o indivíduo tiver problemas posturais, é imprescindível”, lembra Barreto.

    Infelizmente, nem todo mundo encara a atividade física como aliada contra as dores que atormentam a cabeça. “Existem trabalhos que, ao contrário, afirmam que a enxaqueca, em alguns casos, pode ser desencadeada pelos exercícios”, conta Moisés Cohen. “Nos pacientes em que a crise é provocada pelo esporte, o problema ocorre mesmo quando ele é praticado corretamente”, lamenta Norma Fleming. Ainda bem que casos assim são mais raros. “Fazer um diário da dor ajuda a identificar se esse é um dos agentes que funcionam como gatilho para o desconforto – ou se é o oposto, quer dizer, uma maneira de alívio”, dá a dica Barreto. E claro: ninguém deve fazer nenhum tipo de atividade física em plena crise de enxaqueca. “Nessa situação, sim, os exercícios podem exacerbar o problema”, alerta Luiz Paulo de Queiroz. Para quem não se encaixa nesse perfil (o que vale para a maioria), a suadeira pode ser o melhor remédio.

    por Thaís Szego

    artigo do site: http://saude.abril.com.br

     

  • Estudo verificou relação entre saúde, trabalho e tempo livre em funcionários públicos britânicos.

    Fazer horas extras diariamente, trabalhando entre 10 e 11 horas por dia, pode aumentar em 60% os riscos de doenças cardíacas, de acordo com um estudo publicado no site da revista especializada European Heart Journal. A conclusão é o resultado de uma pesquisa com 6 mil funcionários públicos britânicos e descontou fatores de risco cardíaco tradicionais, como fumo. Segundo os autores, o estudo mostra a importância do equilíbrio entre trabalho e tempo livre Ao todo, foram verificados 369 casos de pessoas que sofreram doenças cardíacas fatais, tiveram infartes ou desenvolveram angina. Em vários casos, os médicos constataram um forte vínculo com o número de horas trabalhadas. Personalidades ‘tipo A’ Entre as explicações para essa relação, estariam o menor tempo para exercícios e relaxamento, além de estresse, ansiedade e depressão. Além disso, os médicos dizem ter identificado uma relação entre pessoas muito dedicadas à carreira com personalidades “tipo A”, altamente motivadas, agressivas e irritáveis. “Funcionários que fazem horas extras também tendem a trabalhar quando estão doentes, ou seja, relutam em faltar ao trabalho mesmo doentes”, diz a pesquisa. A epidemiologista Mianna Virtanen, que coordenou o estudo pelo Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional em Helsinki, em parceria com a University College London, afirmou que as conclusões não são definitivas. “É preciso pesquisar mais antes de termos segurança ao afirmar que fazer horas extras causaria doenças cardíacas coronárias”, disse Virtanen. O médico John Challenor, da Sociedade de Medicina Ocupacional afirmou que a pesquisa confirma diversos fatos que médicos já conheciam: “que o equilíbrio trabalho/tempo livre tem um papel vital no bem-estar”. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

    Fonte: BBC Brasil e Estadão

  • Artigos 06.05.2010 No Comments

    “Perdi cinco quilos de gordura. Ganhei em músculos. É preciso fazer muita força agora que o traje não ajuda mais a manter o corpo em cima”. A frase é do vice-campeão mundial Felipe França. E mostra como os nadadores estão encarando a nova era da natação mundial, sem os supermaiôs que impulsionaram mais de 100 recordes mundiais no ano passado e estão banidos das piscinas desde 1º de janeiro.

    Segundo todos consultados pela reportagem do UOL Esporte, os trajes de poliuretano representavam ganho de flutuabilidade aos nadadores. Quem se beneficiava mais eram os nadadores mais fortes e pesados, que não precisavam fazer tanta força para ficar na superfície. “Para alguns atletas, o traje representava aquela diferença entre um tempo muito bom e um recorde mundial”, explica Alberto Silva, o Albertinho, técnico do Pinheiros.

    Para contra-balancear esse efeito, os nadadores enfrentaram duas alternativas: ficar mais leves ou ficar mais fortes. Para Felipe França, a segunda alternativa foi a escolhida. “Fizemos uma preparação diferente, para segurar aquele corpo dele em cima na água. Ele vai ter de fazer mais força do que todo mundo”, diz Arílson Soares, técnico do vice-campeão mundial.

    Outros, como o também peitista Tales Cerdeira, apostaram no peso. “Eu sempre fui muito leve e os trajes não influenciavam tanto. Prova disso é o tempo que fiz aqui”, fala o nadador, que em Santos fez a quinta melhor marca do mundo em 2010 nos 200m peito (2min10s91).

    Nos EUA, a regra também é apostar nos músculos. Que o digam os novos companheiros de Cesar Cielo em Auburn, Nicholas Santos e Henrique Barbosa. Os dois passaram o primeiro semestre treinando por lá e tiveram o gostinho da preparação que fez Cielo conquistar o ouro olímpico e dois títulos mundiais.

    “O treino na água é intenso, mas muito curto. Não nado mais do que 4 mil metros por dia, mas a musculação é muito puxada. Bem mais do que aqui”, conta Nicholas. “É um trabalho muito intenso. Muito mais musculação do que eu fazia em Paris ou no Pinheiros”, completa Henrique.

    “É bom ter essa mudança drástica. Não adiantaria trocar seis por meia dúzia. Mas a adaptação está custando caro”, continua Henrique. “Com muita musculação, você tem de aprender a nadar como se estivesse descansado mesmo com o corpo pesado de tanto fazer força. Não é fácil”.

    Até agora, o Troféu Maria Lenk, que vai até domingo em Santos, mostrou que os trajes tiveram uma influência muito grande nos tempos registrados no ano passado. Em três dias de competições, só um recorde foi quebrado, a marca do campeonato dos 200m costas – batida pelo austríado Markus Rogan. No ano passado, a maioria das provas teve recordes sul-americanos superados.

    Fonte:
    Bruno Doro
    Em Santos (SP)
    Uol.com.br