• Artigos 22.02.2010 No Comments
    Durante os períodos pré e menstrual, a performance da mulher fica reduzida. Mas as cólicas e a irritação não são motivos para não correr.
    Dor de cabeça, inchaço, cólicas uterinas e manifestações psicológicas –sobretudo, maior irritação. São esses os quatro sintomas básicos da menstruação –e da temida TPM (síndrome da tensão pré-menstrual). No ciclo, uma coisa anda ao lado da outra, é quase impossível separá-las. Mas nem mesmo as restrições que o próprio corpo impõe à mulher devem servir de motivo para afastá-la da prática esportiva. Ao contrário, a corrida ajuda a aliviar alguns sintomas.
    “A mulher precisa ter a consciência de que menstruação não é doença. E que, levando em conta alguns cuidados, é possível praticar exercício, sim”, comenta Eduardo Crosara, fisiologista e médico do esporte pela Universidade Federal de Uberlândia.
    Além disso, há o desconforto da dor de cabeça e do edema, nome médico para o inchaço. No período pré-menstrual, a produção de hormônios que retêm líquido, especialmente o cortisol, pode aumentar o peso corporal em até 2 kg. “A mulher vai perceber principalmente nas roupas, mais apertadinhas. Esse inchaço causa desconforto, uma sensação tão grande de peso, que ela pode desistir de sair de casa para correr”, explica o professor-adjunto de ginecologia e obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG e mestre em saúde pública pela Universidade de Harvard Antonio Aleixo Neto.
    Não é porque o corpo parece travar que a mulher deve parar a atividade. “Corra, mesmo que seja desconfortável. Vai liberar endorfina e ajudar a amenizar os sintomas. Ao começar será ruim, mas depois a sensação melhora muito”, comenta Maria do Carmo Borges de Souza, responsável pelo setor de reprodução humana do Instituto de Ginecologia da UFRJ.
     
    Corrida e conforto
    Ginecologistas e fisiologistas afirmam que não há nenhum impedimento de a mulher correr menstruada, mas, para evitar a preocupação com vazamentos, eles dão a dica de usar um absorvente interno e ainda um absorvente externo. Assim o risco de sujar a roupa é mínimo.
    Quanto à roupa, algumas corredoras preferem usar o short mais apertado para sentir que o absorvente está mais seguro. Tanto os mais colados, quanto os mais larguinhos, podem ser usados tranquilamente.
    Fonte:  O2porminuto
  • Amizade 22.02.2010 No Comments

    Uma questão de intensidade
    Segundo pesquisas da Ball State University, de Indiana, EUA, os sintomas comuns ao resfriado podem ajudar o sistema imunológico, estimulando-o a agir melhor, e, assim, ativando as defesas do corpo contra doenças. É o que sustenta Thomas Weidner, diretor do Laboratório em Pesquisa e Educação sobre Treinamentos Atléticos dessa instituição.

    Com febre, nem pensar
    O médico do esporte José Kawazoe Lazzoli tem opinião similar ao colega norte-americano. “Com qualquer infecção, não se deve treinar; com febre é absolutamente proibido”, afirma ele. Lazzoli explica o perigo:

    “Entre outras complicações, pode-se desenvolver até uma miocardite [infecção no músculo cardíaco]”. Como nem todos os corredores são especialistas em infecções e seus sintomas, ele dá a regra: “Atente para seu estado geral. Caso sinta-se sem energia, não treine”.

    Correndo na chuva
    “O resfriado é causado por vírus, ou seja, caso haja infecção por algum desses vírus, contrair-se-á a doença”, afirma o imunologista e clínico geral Luiz Augusto Fonseca, que atua no Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo). Ao ser indagado sobre a questão do ‘correr ou não na chuva’ e se a prática é sinônimo de resfriados subsequentes, Fonseca é enfático: “Não”. E explicou: “O que ocorre é que há um grande risco de se contrair um resfriado por conta da baixa temperatura do ar que está entrando nos pulmões nos dias chuvosos, e isso reduz as defesas locais do aparelho respiratório”.

    Fonte:  O2porminuto

  • Após praticar exercícios é comum recorrermos a um copo de água bem gelado, mas pesquisadores de Campinas, no interior de São Paulo descobriram que o leite contribui mais que qualquer outra bebida no treinamento.

    Mais do que vontade, o nosso corpo sente a necessidade de repor o líquido perdido durante os exercícios.

    Um estudo desenvolvido no Reino Unido concluiu que o leite magro é mais eficiente na reidratação do que a água ou qualquer isotônico, bebida normalmente usada para repor líquidos e sais minerais.

    A professora de nutrição da Unicamp explica porque isso acontece. “O isotônico dilui pouquinho o sangue, a água dilui mais ainda e rapidamente o atleta já sente vontade de urinar e acaba perdendo a quantidade de liquido que ele ganhou. O leite tem uma digestão mais lenta e faz com que gradativamente ele seja liberado no estomago e melhore a hidratação com um todo”, diz Maria Teresa Bertodo, pesquisadora Instituto de Alimentos.

    A proteína do soro do leite também ajuda na regeneração do músculo lesionado durante a atividade física.

    “A função dele é ser um caçador de radicais livres. Ele vai no organismo e vai seqüestrando os radicais livres que estão circulando na corrente sanguínea e com isso vai evitar uma série de danos para o organismo”, explica a pesquisadora.

    Quanto menor o intervalo entre a ingestão das proteínas do leite e o término da atividade física, melhor a resposta do corpo ao exercício. De acordo com os pesquisadores todos os tipos de leite têm este potencial de hidratar e recompor os músculos. O que muda entre um e outro é o tempo de absorção no organismo.

    O efeito do leite desnatado, por exemplo, é maior que o de soja, por ele manter por um período maior, mais elevadas as taxas de aminoácidos e estes aminoácidos são essenciais para a construção da musculatura.

    Marcelo Camargo Tella, ex-atleta toma quase um litro de leite todos os dias. O ex-atleta não sabia dos efeitos apontados pela pesquisa. A bebida agora vai ser bem mais saborosa.

    “Sabendo disso com certeza vou ser um maior adepto a tomar leite”, fala.

    A pesquisadora citou os radicais livres. Eles são os vilões do nosso organismo porque atacam as células e promovem doenças como o câncer.

     

    Gazeta On-Line

    04/02/2010 – G1