Uma pesquisa americana afirma que mulheres mais velhas que comem chocolate amargo uma ou duas vezes por semana podem reduzir o risco de doenças cardíacas. De acordo com o estudo, mulheres que comem chocolate amargo até duas vezes por semana reduzem o risco de doenças cardíacas em até 33%. No entanto, as que comem todos os dias não se beneficiam. A pesquisa foi publicada em uma revista científica da Sociedade Americana do Coração. Os cientistas analisaram dados de cerca de 32 mil mulheres entre 48 e 83 anos ao longo de nove anos. O estudo indica que o consumo de até duas porções de 19 a 30 gramas de chocolate amargo por semana reduz em até 32% o risco de doenças do coração. Quando o consumo aumentou para até três porções, o índice caiu para 26%. O índice de redução de risco era nulo nas mulheres que consumiam chocolate amargo todos os dias. Açúcar e gordura A pesquisa ressalta que comer muito chocolate não é saudável, por causa do alto índice de açúcar e gordura, que fazem com que as pessoas ganhem peso. No entanto, o chocolate contém altos índices de flavonóides, uma substância que diminui a pressão sanguínea e protege contra doenças do coração. Os pesquisadores afirmam que o novo estudo é um dos primeiros a identificar alguns dos benefícios à saúde do chocolate amargo no longo prazo. “Não se pode ignorar que o chocolate é relativamente intenso em calorias e que grandes porções consumidas habitualmente aumentarão o risco de ganho de peso”, afirma Murray Mittelman, um dos autores do estudo, da Beth Israel Deaconess Medical Center, de Boston. “Mas se você vai se dar um agrado, chocolate amargo é provavelmente uma boa opção, desde que consumido com moderação.” A diferença na qualidade do chocolate também afeta o benefício que o produto traz à saúde. Quanto mais cacau, maior o benefício. Chocolate amargo pode conter até 75% de cacau, enquanto chocolate ao leite em geral possui até 25%. Para a nutricionista Victoria Taylor, da Fundação Britânica do Coração, o estudo mostra a importância de se achar o equilíbrio correto na alimentação. “Antes de se jogar nos doces, é preciso lembrar que enquanto alguns antioxidantes do chocolate são bons para o coração, os mesmos antioxidantes também estão presentes em frutas e vegetais – comidas que não têm gordura saturada ou alta caloria como o chocolate”, disse ela. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Fonte: Estadao.com
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As mulheres que bebem cerveja têm até 130% mais chances de desenvolver psoríase – uma doença de pele crônica – do que aquelas que não bebem. É o que aponta um estudo da Harvard Medical School, em Boston, segundo o qual mulheres que bebem cinco cervejas por semana correm um risco 130% maior do que as abstêmias. As que bebem em média 2,3 cervejas têm um risco 72% maior.
Apesar disso, outras bebidas alcóolicas não trazem perigo à pele. Segundo o autor da pesquisa, Abrar Qureshi, a psoríase está ligada a componentes não alcóolicas da cerveja. O estudo sugere que a doença esteja ligada ao glutén, usado na fermentação da cerveja.
A psoríase é uma doença crônica de pele caracterizada por escamações com coceira que normalmente aparecem nos joelhos, nos cotovelos e no coro cabeludo.
Fonte: METRO -
WASHINGTON Um estudo publicado ontem na revista Science Translation Medicine identificou a causa molecular da doença celíaca, problema digestivo que faz com que as pessoas se tornem intolerantes ao glúten, proteína encontrada em pães, massas, cereais, cerveja e vários outros alimentos. A descoberta pode ajudar no desenvolvimento de formas mais precisas de diagnóstico, prevenção e tratamento da enfermidade.Os pesquisadores australianos conseguiram identificar três fragmentos do glúten que aparentemente desencadeiam a reação imunológica nos portadores da doença. Ao todo, o glúten tem 16 mil componentes. “Para nossa surpresa, a resposta é altamente focada em alguns poucos fragmentos particulares do glúten”, afirmou o pesquisador que liderou o estudo, Robert Anderson, do Instituto de Pesquisa Médica Walter e Eliza Hall. “Ao diminuir a toxicidade de um alergênico a poucos componentes, pode-se fazer uma terapia mais precisa”, disse. Para chegar a tais conclusões, os cientistas fizeram um “perfil” das respostas imunes de 244 voluntários portadores da doença. Os voluntários tiveram de comer alimentos com glúten por três dias e depois passaram por exames de sangue, para se analisar a reação das células do sistema imune. Com os resultados obtidos, Anderson e alguns colegas começaram a trabalhar em uma droga injetável com pequenas doses dos componentes que causam a alergia. A ideia é que a exposição do sistema imune a doses reduzidas, mas regulares, dos alérgenos pode fazer com que o organismo se acostume a eles. Alcance. Segundo um estudo publicado no ano passado, cerca de 1% da população ocidental tem intolerância ao glúten, mas os números vêm aumentando. Apenas no Brasil, seriam quase 2 milhões de pessoas com a doença celíaca. A prevalência, porém, é consideravelmente menor entre hispânicos, negros e asiáticos, com uma média de 1 portador da enfermidade a cada 236 pessoas. No Brasil, as embalagens de alimentos precisam conter avisos sobre a presença de glúten. Em janeiro deste ano, o Superior Tribunal de Justiça determinou que, além dos avisos, as embalagens têm de trazer informações sobre doença celíaca. Para entender1. O que é doença celíaca?Intolerância permanente ao glúten, com causas hereditárias. Ao ingerir a substância, uma reação imunológica danifica os cílios intestinais – pequenas saliências do intestino que capturam vitaminas, minerais e outros nutrientes.2. Quais são os sintomas?Diarreia e vômitos persistentes geralmente aparecem entre 1 e 3 anos. Depois de um tempo, a incapacidade de absorver as quantidades adequadas de nutrientes pode causar deficiências de vitaminas que afetam o cérebro, o sistema nervoso, os ossos, o fígado e outros órgãos. 3.Como tratar? Não ingerir o glúten, presente no trigo, na aveia, no centeio e no malte. O portador da doença pode substituir o trigo por outros tipos de farinha, como tapioca, fubá e de milho.
Fonte: Estadao.com (Reuters e Efe)
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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) endureceu as regras para prescrição e venda de drogas para emagrecer que contêm sibutramina. A partir de hoje, elas deixam de ser vendidas com receita branca (de controle simples) e passam a ser vendidas com receita azul (de controle especial).
Assim, a sibutramina deixa de constar da lista de medicamentos de controle comum (que inclui cerca de 200 substâncias) e passa a ser classificada como droga anorexígena (que atua no sistema nervoso central), junto com outras três: dietilpropiona (anfepramona), femproporex e mazindol.
Alguns remédios que contêm sibutramina são Reductil, Plenty, Saciette, Biomag, Vazy, Slenfig, Sibutran e Sigran. A sibutramina é uma das drogas para emagrecer mais vendidas do país, principalmente depois que caiu sua patente, em 2007, quando seu consumo aumentou de dez a 20 vezes, segundo o endocrinologista Márcio Mancini, presidente do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Síndrome Metabólica.
Segundo a endocrinologista Cláudia Cozer, diretora da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), a sibutramina atua em duas regiões do sistema nervoso: no centro do apetite e no da saciedade.
Ela age diminuindo a recaptação do neurotransmissor responsável pelo apetite e do que promove a sensação de saciedade. “É a única que atua nos dois centros ao mesmo tempo. Além de o paciente ingerir menos alimento, ele terá sensação de saciedade”, explica Cozer.
A decisão, publicada hoje no “Diário Oficial da União”, foi tomada pouco mais de dois meses depois de a Europa suspender a venda da substância, com base em um estudo que ligou o remédio ao maior risco cardíaco em pessoas propensas.
Outra decisão da agência é que seja ampliado o alerta de segurança sobre o risco de problemas cardíacos na bula.
Não é a primeira vez que um emagrecedor é associado a doenças cardíacas. “Na década de 90, a fenfluramina e a dexfenfluramina foram suspensas mundialmente”, diz Mancini.
Receita azul
Com a nova norma, os medicamentos com sibutramina não poderão mais ser vendidos com receita branca -que era impressa pelo médico na gráfica em duas vias, sendo que uma delas era retida na farmácia.
Agora os médicos deverão usar a receita azul, que é entregue pela Vigilância Sanitária e tem numeração controlada.
“Para ter direito ao talonário azul, o médico assina um termo de responsabilidade, o que evita a venda abusiva”, diz Elmo Santana, coordenador de produtos controlados da Anvisa.
Para Mancini, a decisão foi acertada. “Não havia motivos para proibir o uso da sibutramina, pois ela é uma droga bem tolerada. Agora, com a restrição, talvez ela passe a ser indicada apenas por especialistas.”
O cardiologista Maurício Scavanacca, médico-assistente da Unidade Clínica de Arritmias do InCor, também considerou a decisão positiva. Ele disse que, quando bem prescrita, a sibutramina é eficiente.
“Ela é eficaz no controle da síndrome metabólica. Se o paciente for selecionado cuidadosamente, se houver uma boa análise clínica e se os riscos forem menores que o benefícios, ela pode ser útil”, diz.
Fonte: FERNANDA BASSETTE
da Folha de S.Paulo -
Algumas pessoas acham que praticar atividade física correndo debaixo do sol ou com muita roupa, bem agasalhado, com roupas “quentes, e em todos exercícios físicos emagrece.
O que muitas pessoas pensam é: maior transpiração, maior queima de gordura ou queima de gordura localizada onde aparecer mais suor.
Na verdade suar não emagrece, ocorre eliminação de água e sais minerais.O suor da transpiração serve para manter estável a temperatura do corpo.
A transpiração contém água e sais minerais localizada principalmente nas axilas (sovacos ou suvacos como costumamos falar), nas mãos, nos pés, na testa e nas dobras da pele. Funciona como refrigerador quando a temperatura do corpo aumenta.
O uso de roupas pesadas ou “roupas quentes” bloqueiam esse processo. Use roupas leves ao praticar atividade física para o processo de refrigeração da temperatura do corpo ocorrer naturalmente evitando o cansaço provocado pelo suor em excesso.
A maior eliminação de água por suar demais – sudorese excessiva – pode causar problemas de desidratação e queda de pressão. Existem casos que a pessoa chega a desmaiar!Para emagrecer realize atividade física regularmente e tenha uma alimentação saudável!
Fonte: www.nutricaoempratica.com.br
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Após praticar exercícios é comum recorrermos a um copo de água bem gelado, mas pesquisadores de Campinas, no interior de São Paulo descobriram que o leite contribui mais que qualquer outra bebida no treinamento.
Mais do que vontade, o nosso corpo sente a necessidade de repor o líquido perdido durante os exercícios.
Um estudo desenvolvido no Reino Unido concluiu que o leite magro é mais eficiente na reidratação do que a água ou qualquer isotônico, bebida normalmente usada para repor líquidos e sais minerais.
A professora de nutrição da Unicamp explica porque isso acontece. “O isotônico dilui pouquinho o sangue, a água dilui mais ainda e rapidamente o atleta já sente vontade de urinar e acaba perdendo a quantidade de liquido que ele ganhou. O leite tem uma digestão mais lenta e faz com que gradativamente ele seja liberado no estomago e melhore a hidratação com um todo”, diz Maria Teresa Bertodo, pesquisadora Instituto de Alimentos.
A proteína do soro do leite também ajuda na regeneração do músculo lesionado durante a atividade física.
“A função dele é ser um caçador de radicais livres. Ele vai no organismo e vai seqüestrando os radicais livres que estão circulando na corrente sanguínea e com isso vai evitar uma série de danos para o organismo”, explica a pesquisadora.
Quanto menor o intervalo entre a ingestão das proteínas do leite e o término da atividade física, melhor a resposta do corpo ao exercício. De acordo com os pesquisadores todos os tipos de leite têm este potencial de hidratar e recompor os músculos. O que muda entre um e outro é o tempo de absorção no organismo.
O efeito do leite desnatado, por exemplo, é maior que o de soja, por ele manter por um período maior, mais elevadas as taxas de aminoácidos e estes aminoácidos são essenciais para a construção da musculatura.
Marcelo Camargo Tella, ex-atleta toma quase um litro de leite todos os dias. O ex-atleta não sabia dos efeitos apontados pela pesquisa. A bebida agora vai ser bem mais saborosa.
“Sabendo disso com certeza vou ser um maior adepto a tomar leite”, fala.
A pesquisadora citou os radicais livres. Eles são os vilões do nosso organismo porque atacam as células e promovem doenças como o câncer.
Gazeta On-Line
04/02/2010 – G1





