• Agentes privados ajudariam a coibir roubos nos horários de treinamento

    ALVO – Bandidos roubam em especial bicicletas de alta performance. Nem guardas universitários, nem policiais militares. Contratar seguranças particulares pode ser a solução mais viável para combater roubo a esportistas no câmpus da capital da Universidade de São Paulo. Quem fez a sugestão foi o reitor João Grandino Rodas, em reunião ontem com o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman. “O reitor pediu para levarmos essa sugestão de terceirizar a segurança às entidades (de corredores de rua e ciclistas)”, disse Feldman. Rodas confirmou a negociação. Os profissionais, segundo ele, trabalhariam na orientação no câmpus. “O objetivo é que os ciclistas não atrapalhem o andamento da universidade e vice-versa”, diz o reitor. Ele, porém, descarta o uso de verba da universidade.A ideia surge por dois motivos. A Guarda Universitária não teria condições de assumir essa responsabilidade e recorrer à PM é uma medida polêmica e impopular. Na reunião do Conselho Universitário do dia 23, Rodas revogou a medida que permitia a presença da PM no câmpus.No entanto, roubos a esportistas, em especial aos ciclistas, aumentaram recentemente. Em janeiro, o coordenador do câmpus, Antonio Carlos Massola, disse até que pretendia contratar mais 20 agentes para a guarda. O atual efetivo soma 150 homens, responsáveis pelo patrulhamento de 4,7 milhões de m² – quase o triplo do Parque do Ibirapuera.REGULAMENTONa reunião, Feldman e Rodas discutiram também a formatação de um regulamento para o uso do câmpus pelos esportistas. A proposta da Associação dos Treinadores de Corrida (ATC) e equipes de ciclismo prevê, entre outras medidas, uma taxa de uso do câmpus proporcional ao tamanho dos grupos. A ATC também apoia o cadastramento das equipes e dos esportistas, classificando os grupos em pequenos (de 5 a 40 alunos), médios (de 41 a 100) e grandes (acima de 100 alunos). Estima-se que de 6 mil a 8 mil corredores e cerca de 300 ciclistas usem o câmpus da USP nas manhãs de sábado.

    Iuri Pitta e Mariana Mandelli
    Estadao.com.br
  • Nova medida, que começa a valer após o carnaval, visa aumentar segurança nas dependências do local.

    As dependências da Cidade Universitária da USP, localizada na zona oeste de São Paulo, são um dos pontos preferidos dos corredores e ciclistas da cidade para a prática das atividades físicas.

    Porém, a partir de fevereiro, os atletas que forem até o local com o intuito de dar suas passadas ou pedalar deverão ter em mãos uma carteirinha de identificação, que deverá ser apresentada à Guarda Universitária em caso de abordagem.

    “Todo mundo que quiser usar a Cidade Universitária vai ter de observar as regras internas, muitas das quais não estão sendo obedecidas”, disse Antônio Marcos Massola, coordenador do campus, em entrevista ao Jornal Destak. Segundo Massola, a intenção da medida é aumentar a segurança do local.

    Quem quiser a nova carteirinha deverá se dirigir Centro de Visitantes, na portaria principal e efetuar o cadastro, que é gratuito. Professores e estudantes da universidade não precisarão da identificação, mas deverão apresentar o crachá interno para se exercitarem nas ruas do local.

    Artigo do site: http://o2porminuto.uol.com.br

    Por Fausto Fagioli Fonseca (19.01.2010)