• Artigos 30.08.2010 No Comments

    Nos útimos anos, problemas durante a realização da lipoaspiração têm ocupado espaço na mídia, em todo o País. “Nalipo verdade” não existe uma cirurgia mas arriscada do que outra, nem mesmo as cirurgias plásticas. A lipoaspiração está sujeita às mesmas complicações que qualquer outro procedimento cirúrgico”, explica Ruben Penteado, cirurgião plástico, diretor do Centro de Medicina Integradoa.
    Após mais de 30 anos de aplicação técnica, a lipoaspiração está consolidada no Brasil. As estatísticas da Socidade Brasileira de Cirurgia Plástica, SBCP, indicam a realização de 90.000 lipoaspirações por ano. “Precisamos avançar nas questões que garantam maior segurança à realização do procedimento, o que necessariamente passa por uma melhor qualificação dos profissionais, destaca o médico.
    Segundo Penteado, problemas com a lipoaspiração acontecem quando a indicação do procedimento não é precisa. Frequentemente, a lipoaspiração é procurada por pessoas que estão acima do peso. “A lipoaspiração não é um método de emagrecimento. É um procedimento destinado a remover gordura localizada, como as que se encontram debaixo dos braços, nos quadris e na região abdominal. É o tipo de gordura que dificilmente pode ser eliminado, mesmo com o auxílio de exercícios físicos e de uma nova dieta”, explica Ruben Penteado, que também é membro da SBCP.
    Ele destaca que esta regra só se aplica a pacientes adultos. Crianças, ainda que tenham acúmulo de gordura no corpo, a ponto de comprometer seu bem estar físico e psicológico, não devem se submetidas à lipoaspiração. “Já para os adolescentes, a lipoaspiração pode ser indicada, contanto que o jovem operado não seja obeso”. destaca.
    Além da indicação bem feita, as contra-indicações precisam estar bem claras também. “A partir de 10% a mais do peso ideal, os resultados da lipoaspiração não são tão satisfatórios. É importante entender que se trata de uma cirurgia de acerto de contornos e não deve ser encarada como um método para emagrecer”, explica Penteado.
    Há um limite de gordura que pode ser retirado. De acordo com as normas do Conselho Federal de Medicina, não se pode passar de 7% do peso corporal do paciente na lipoaspiração úmida (com injeções de soluções líquidas) e 5% de retirada de gordura na lipoescultura a seco.
    Doenças cardíacas graves, alterações pulmonares, anemia, diabetes e hipertensão arterial precisam estar sob controle para que o paciente seja operado.

    Fonte: Zona Oeste (Saúde)

  • Amizade 17.05.2010 1 Comment

    Esforço coletivo internacional

    O último fim de semana foi marcado pela segunda edição do Twitter’s Run Day, uma ação conjunta de twiteiros do Brasil e do mundo, que registram numa tabela única os seus treinos no dia, criando um movimento empolgante e inspirador em favor da atividade física, da saúde ou da simples diversão.

    Para participar, bastava ao interessado ser tuiteiro. Devia apenas se cadastrar no site oficial do Dia da Corrida no Twitter (em português é muito mais bonito, na opinião deste blogueiro) e então registar os quilômetros percorridos no sábado e/ou no domingo.

    Apesar de o treino ou corrida dever ser necessariamente no sábado ou no domingo, o site aceitava os registros da quilometragem até hoje. Na última vez que conferi, os TwittersRun já tinham completado 3.268,8 km em 291 registros. O que não significa 291 tuiteiros, pois qualquer um poderia fazer registros nos dois dias.

    No total, chegaram quilômetros de seis países, como você pode ver no mapa acima. Além das 54 cidades brasileiras, entraram no mapa do evento Londres (Inglaterra), Frankfurt (Alemanha), Miami (Estados Unidos), Costa da Caparica (Portugal) e Chennai (Índia).

    Eu contribuí com 27 km percorridos em São Paulo, começando no finzinho da madrugada de ontem. Rodei pela zona oeste e pela zona sul e depois voltei para o centro, tendo oportunidade de apreciar o público que acompanhou a Virada Cultural durante a noite e pela manhã. O povo estava muito doidão, mas parecia estar também se divertindo bastante.

    Lamentável apenas a morte de um garoto de 17 anos, esfaqueado durante uma briga. As demais ocorrências foram de menor importância. Pelo pouco que vi, a região central estava bem policiada, e as pessoas estavam numa boa.

    Voltando ao Dia da Corrida no Twitter: o evento foi criado por uma comunidade de corredores twiteiros que começou a se formar no primeiro semestre do ano passado e teve o primeiro encontro f‘ísico em setembro, na véspera da Meia Maratona das Pontes (que não teve ponte, como eu contei aqui). E o primeiro esforço coletivo de corrida foi nos dias 14 e 15 de novembro. Naquela edição, 131 participantes de 26 cidades, em três países, correram um total de 1.885,7 quilômetros.

    por Rodolfo Lucena (17/05/2010)

     artigo do site: http://www1.folha.uol.com.br/

  • Artigos 17.05.2010 No Comments

     

     

    Não se espante caso um dia saia do consultório médico com a seguinte prescrição para as têmporas doloridas: sue a camisa, de preferência gastando a sola do tênis ou pedalando. É o que se conclui dos resultados obtidos pelo primeiro estudo epidemiológico sobre dor de cabeça realizado no Brasil. Assinado pelos neurologistas Luiz Paulo de Queiroz, da Universidade Federal de Santa Catarina, e Mario Peres, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o trabalho ouviu 3 848 pessoas escolhidas aleatoriamente, de ambos os sexos, com idade entre 18 e 79 anos, em todo o país.

    O objetivo foi estimar a prevalência de enxaqueca e cefaléia – nome científico da dor de cabeça comum – entre os brasileiros. Além disso, procurou avaliar a relação entre esses tormentos e hábitos do dia a dia, como a prática regular de exercícios físicos. No final, os dados da pesquisa são um estímulo e tanto para todo mundo levantar da cadeira e se mexer – aliás, não só para quem vive com a sensação de que a testa está prestes a explodir. “Os sedentários apresentaram 43% mais enxaqueca e 100% mais cefaléia crônica, com crises diárias, do que os indivíduos que se exercitam”, conta Queiroz. A explicação para esse elo entre menor incidência de dor de cabeça e malhação está nos nossos neurônios. “Os exercícios aumentam a produção de endorfinas, neurotransmissores que proporcionam bem-estar. Eles funcionam como uma “morfina natural”, compara o médico.

    O especialista em medicina do esporte Moisés Cohen, também da Unifesp, acrescenta: “Alguns artigos sugerem que outras substâncias liberadas durante a atividade física, como a epinefrina e os esteróides, podem estar por trás do alívio”. A melhora na circulação sanguínea, que provoca um aumento da oxigenação cerebral, é mais um fator que colabora para o fim das dores. “Sem contar a diminuição do estresse”, complementa a neurologista Norma Fleming, coordenadora responsável pelo Ambulatório de Cefaléia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e presidente da Associação de Dor do mesmo estado.

    Como as endorfinas estão diretamente ligadas a uma menor ocorrência de crises, os exercícios mais indicados para o combate da dor de cabeça são aqueles que mais estimulam a liberação dessas substâncias – os aeróbicos, como a caminhada, a natação e a corrida de baixo impacto. “Os exercícios de fortalecimento muscular também produzem algum efeito, porém em menor grau”, nota o cardiologista José Kawazoe Lazzoli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.

    “As atividades que envolvem relaxamento, como o alongamento e a ioga, e as lúdicas, como a dança de salão, também podem ajudar a diminuir os sintomas, graças ao bem-estar que proporcionam”, observa o neurologista e especialista em dor Eduardo Barreto, coordenador do Serviço de Neurocirurgia da Rede D’Or, que compreende hospitais e laboratório no Rio de Janeiro. Em relação à frequência, para que a melhora da dor seja flagrante, os especialistas recomendam suar a camisa três vezes por semana, entre 30 e 60 minutos. “Mas, no meu estudo, até mesmo aqueles que fizeram uma única sessão semanal de exercícios apresentaram uma diminuição nas crises”, afirma Luiz Paulo de Queiroz.

    Além de privilegiar os esportes aeróbicos, a maneira como se pratica a atividade física conta muito. Se for feita de maneira incorreta, o feitiço se volta contra o feiticeiro – em vez de mitigar a dor, a malhação acaba por torná-la mais forte e, pior, pode aumentar o número de episódios de crise. “Os exercícios muito intensos ou realizados sem o devido aquecimento não são bem-vindos, especialmente para quem vive com dores de cabeça”, alerta José Kawazoe Lazzoli.

    Outra: para que o esporte só produza alívio, é fundamental alimentar-se bem antes e depois dos treinos. Respirar em um ritmo normal ao exercitar o corpo é igualmente recomendação importante. A tendência é prender a respiração quando a gente se esforça em demasia porque a glote, estrutura que se localiza na laringe e que impede a entrada dos alimentos nas vias respiratórias, se fecha. Mas daí a pressão arterial se eleva, o fluxo sanguíneo em direção à cabeça cai e, não demora para aquela sensação ruim pintar na testa e adjacências. Além disso, só saia correndo por aí após se submeter a uma avaliação médica. “O aval de um especialista, assim como o acompanhamento de um fisioterapeuta ou fisiatra quando o indivíduo tiver problemas posturais, é imprescindível”, lembra Barreto.

    Infelizmente, nem todo mundo encara a atividade física como aliada contra as dores que atormentam a cabeça. “Existem trabalhos que, ao contrário, afirmam que a enxaqueca, em alguns casos, pode ser desencadeada pelos exercícios”, conta Moisés Cohen. “Nos pacientes em que a crise é provocada pelo esporte, o problema ocorre mesmo quando ele é praticado corretamente”, lamenta Norma Fleming. Ainda bem que casos assim são mais raros. “Fazer um diário da dor ajuda a identificar se esse é um dos agentes que funcionam como gatilho para o desconforto – ou se é o oposto, quer dizer, uma maneira de alívio”, dá a dica Barreto. E claro: ninguém deve fazer nenhum tipo de atividade física em plena crise de enxaqueca. “Nessa situação, sim, os exercícios podem exacerbar o problema”, alerta Luiz Paulo de Queiroz. Para quem não se encaixa nesse perfil (o que vale para a maioria), a suadeira pode ser o melhor remédio.

    por Thaís Szego

    artigo do site: http://saude.abril.com.br

     

  • Artigos 06.05.2010 No Comments

    “Perdi cinco quilos de gordura. Ganhei em músculos. É preciso fazer muita força agora que o traje não ajuda mais a manter o corpo em cima”. A frase é do vice-campeão mundial Felipe França. E mostra como os nadadores estão encarando a nova era da natação mundial, sem os supermaiôs que impulsionaram mais de 100 recordes mundiais no ano passado e estão banidos das piscinas desde 1º de janeiro.

    Segundo todos consultados pela reportagem do UOL Esporte, os trajes de poliuretano representavam ganho de flutuabilidade aos nadadores. Quem se beneficiava mais eram os nadadores mais fortes e pesados, que não precisavam fazer tanta força para ficar na superfície. “Para alguns atletas, o traje representava aquela diferença entre um tempo muito bom e um recorde mundial”, explica Alberto Silva, o Albertinho, técnico do Pinheiros.

    Para contra-balancear esse efeito, os nadadores enfrentaram duas alternativas: ficar mais leves ou ficar mais fortes. Para Felipe França, a segunda alternativa foi a escolhida. “Fizemos uma preparação diferente, para segurar aquele corpo dele em cima na água. Ele vai ter de fazer mais força do que todo mundo”, diz Arílson Soares, técnico do vice-campeão mundial.

    Outros, como o também peitista Tales Cerdeira, apostaram no peso. “Eu sempre fui muito leve e os trajes não influenciavam tanto. Prova disso é o tempo que fiz aqui”, fala o nadador, que em Santos fez a quinta melhor marca do mundo em 2010 nos 200m peito (2min10s91).

    Nos EUA, a regra também é apostar nos músculos. Que o digam os novos companheiros de Cesar Cielo em Auburn, Nicholas Santos e Henrique Barbosa. Os dois passaram o primeiro semestre treinando por lá e tiveram o gostinho da preparação que fez Cielo conquistar o ouro olímpico e dois títulos mundiais.

    “O treino na água é intenso, mas muito curto. Não nado mais do que 4 mil metros por dia, mas a musculação é muito puxada. Bem mais do que aqui”, conta Nicholas. “É um trabalho muito intenso. Muito mais musculação do que eu fazia em Paris ou no Pinheiros”, completa Henrique.

    “É bom ter essa mudança drástica. Não adiantaria trocar seis por meia dúzia. Mas a adaptação está custando caro”, continua Henrique. “Com muita musculação, você tem de aprender a nadar como se estivesse descansado mesmo com o corpo pesado de tanto fazer força. Não é fácil”.

    Até agora, o Troféu Maria Lenk, que vai até domingo em Santos, mostrou que os trajes tiveram uma influência muito grande nos tempos registrados no ano passado. Em três dias de competições, só um recorde foi quebrado, a marca do campeonato dos 200m costas – batida pelo austríado Markus Rogan. No ano passado, a maioria das provas teve recordes sul-americanos superados.

    Fonte:
    Bruno Doro
    Em Santos (SP)
    Uol.com.br
  • Artigos 30.04.2010 No Comments

    A prevenção da injúria térmica provocada pelo calor estressante foi o tópico da “1a Conferência Mundial em Estresse pelo Calor: Esforço Físico e Meio Ambiente”, ocorrida em Sydney, Austrália, de 27 de abril a 10 de maio de 1987. Durante esta conferência, os princípios para a prevenção da injúria térmica foram formulados, discutidos e registrados para uso de médicos especialistas, técnicos, treinadores, atletas e outras pessoas interessadas em minimizar os riscos do calor e do exercício (1) . Os participantes da Conferência apresentaram os resultados de suas pesquisas para o Colégio Americano de Medicina Esportiva, o qual referendou as recomendações, e as publicou em um trabalho intitulado “A Prevenção de Injúrias Térmicas Durante Corridas de Longa Distância” (2) e suas discussões. Um resumo deste trabalho é apresentado a seguir.

    Algumas Definições:

    Estresse pelo calor é a sobrecarga de calor originária do metabolismo e do meio ambiente.
    A sobrecarga total térmica está relacionada com a intensidade do exercício (carga metabólica), a temperatura ambiente e o potencial evaporativo do ambiente (este está relacionado com a pressão ambiental do vapor de água, ou umidade relativa do ar).
    Esforço no calor é o efeito do estresse pelo calor no organismo, i.e., a elevação relativa da temperatura interna, a média da temperatura da pele e o aumento da freqüência cardíaca comparativamente a um ambiente frio.
    Exaustão pelo calor é a fadiga que ocorre durante a prática de exercícios em ambientes quentes. Essa fadiga pode ser causada pelo excesso de calor no organismo, a qual ocorre quando a velocidade de perda de calor pelo corpo não é suficiente para eliminar a produção de calor e/ou o ganho do meio ambiente. A exaustão pelo calor pode também ser causada pela desidratação, a qual pode ser responsável pela incapacidade do organismo em manter um fluxo sangüíneo adequado para os músculos esqueléticos em contração.
    Insolação é uma desordem potencialmente fatal que ocasionalmente ocorre após a exaustão pelo calor. Se caracteriza pela perda da consciência (coma) devido ao esforço e por sintomas clínicos de danos no sistema nervoso central, fígado e rins.

    PREVENÇÃO DE DISTÚRBIOS ORGÂNICOS
    CAUSADOS PELO CALOR.

    1. Educação. É muito importante entender que o calor produzido durante o exercício não é facilmente dissipado do corpo quando o meio ambiente é quente e úmido. Recomenda-se que a intensidade do exercício seja moderada quando o clima é quente.
    2.Vestimentas. As roupas isolantes reduzem a área superficial do corpo que transfere o calor.
    É importante diminuir as vestimentas e assim ter uma maior área superficial de pele pela qual a evaporação pode acontecer.
    3. Hidratação. A desidratação progressiva reduz a sudorese e o fluxo sangüíneo para a pele ocasionando um aquecimento excessivo do corpo. É essencial estar bem hidratado antes, durante, e depois do exercício em ambientes quentes (veja na referência bibliográfica 3 os meios para se manter bem hidratado).
    4. Preparo Físico. O treinamento físico e a aclimatação facilitam a expansão do volume sangüíneo e proporciona uma maior dissipação do calor em resposta ao aumento da temperatura interna. A maioria dos distúrbios causados pelo calor acontecem com corredores novatos, idosos, e com aqueles que apresentam problemas circulatórios e respiratórios. Estas pessoas são incapazes de se manter ativas por problemas diversos como oportunidades ou inabilidade. Os grupos de risco devem evitar o calor e a atividade intensa.

    Autores: Ethan R. Nadel

    Artigo do site: http://www.gssi.com.br

  • Artigos 30.04.2010 No Comments

    Principais tópicos
     
    - Os primeiros sintomas da fadiga que ocorrem durante a prática de exercícios no calor, podem ser devidos aos efeitos diretos de hipertermia, ou dos efeitos indiretos, associados a uma diminuição de débito cardíaco e uma redução concominante do VO2 max, resultado de uma menor circulação sangüínea periférica.
    - O calor produzido como produto do metabolismo durante o exercício é dissipado da pele por convecção, radiação e evaporação. Em ambientes quentes, a dissipação do calor por convecção, radiação é mínima e a sobrecarga de calor produzida pelo exercício é dissipada pela evaporação. Em ambientes quentes e úmidos, a dissipação do calor pela evaporação é mínima, podendo ocorrer uma hipertermia progressiva.
    - A desidratação progressiva resulta em uma diminuição também progressiva da eficiência das glândulas sudoríferas ao aumento da temperatura corporal, então o organismo passa a trabalhar com uma temperatura interna mais elevada durante o exercício. Consequentemente temos uma redução na margem de segurança entre o limite operacional e o limite da temperatura interna.

    Introdução

    A fadiga, em termos simples pode ser definida como a incapacidade do organismo em manter a produção de energia, ou a deficiência do organismo na manutenção de uma determinada tensão muscular por um determinado tempo (1). A fadiga que se desenvolve durante a contração muscular voluntária máxima tem uma causa diferente daquela que ocorre quando as contrações são moderadas e repetitivas, mas ambas são diferentes daquela que ocorre durante a prática de exercícios em ambientes quentes. Finalmente, todas as formas de fadiga são conseqüências da incapacidade do organismo em produzir energia em quantidade suficiente para suprir as necessidades de concentração dos músculos esqueléticos. Apresentaremos as vias de instalações da fadiga precoce que ocorre em ambientes quentes e que limita o desempenho físico.
    Para melhor entender o modo pelo qual a fadiga prejudica o desempenho físico, nós precisamos entender que a capacidade aeróbia máxima é dependente de diversos fatores e que alguns variam durante a prática de exercícios, principalmente em ambientes quentes. O rearranjo da equação de Fick nos mostra que a capacidade aeróbia máxima pode se modificar se qualquer de seus componentes se alterem:

    VO2max = [FC máx] [DC max] [ (a-v) O2 máx]

    Onde:

    VO2max = capacidade aeróbia max (ml O2/min.)

    FC max = máximo em batimentos cardíacos (batimentos/min)

    DC= débito cardíaco máximo (ml de sangue / batimento)

    (a-v) O2 max = utilização máxima de )2 (ml )2/ml sangue)

    Qualquer diminuição na FC max DC max ou na (a-v) O2 max durante exercícios físicos prolongados, por definição, diminuirá o VO2 max e consequentemente o desempenho ficará prejudicado. Por exemplo, um aumento agudo no volume de sangue periférico residual, abaixo dos níveis cardíacos (acúmulo venoso) decresce a pressão cardíaca máxima, DC max e potencialmente o VO2 max. A elevação excessiva da temperatura corporal durante o exercício pode ocasionar um acúmulo venoso, um menor DC máx, e talvez promova uma diminuição na utilização máxima de O2 [ (a-v) ], promovendo a instalação precoce da fadiga. As maneiras como essas modificações ocorrem estão descritas nos parágrafos seguintes.

    Transferência de calor no corpo

    Durante o exercício, a captação de oxigênio pelo músculo esquelético pode aumentar de cerca de 1.5ml/Kg-min no estado de repouso, até cerca de 150ml/Kg-min, durante atividade física em condições máximas.

    Finalmente, toda a energia liberada pelos músculos durante a atividade física é energia térmica (calor). Uma pessoa em repouso, libera uma quantidade de calor correspondente a cerca de 70 watts (70w=1Kcal/min.) Uma sobrecarga térmica dessa magnitude pode elevar a temperatura do organismo em 1 ºC a cada 5 a 8 min. se não ocorrerem modificações nos mecanismos de dissipação do calor. Pode ocorrer uma limitação dos exercícios em menos de 20 min. Antes do aparecimento dos sintomas da fadiga, devido a hipertermia. Estes sintomas variam desde uma ligeira tontura e desorientação até a perda da consciência. Obviamente, a atividade física intensa pode continuar por muito mais de 20 min., devido principalmente a efetividade do sistema regulador que age alterando a velocidade de transporte do calor, como resposta a estímulos específicos.

    Ao se praticar o exercício, a velocidade de produção de calor pelo músculo aumenta em função da intensidade do exercício, que transitoriamente é maior que a velocidade de dissipação do músculo. Saltin et al. (9) demonstraram que a velocidade do aumento da temperatura no músculo quadríceps é de aproximadamente 1ºC/min. durante os momentos iniciais da prática de exercícios de alta intensidade em ciclo ergômetro. O aumento do armazenamento de calor não pode continuar por que o metabolismo muscular pode ser inativado após 10 min. devido à hipertermia.

    O primeiro meio utilizado para remover o calor dos músculos durante o exercício é a sua transferência para o sangue pela via convectiva. A velocidade de transferência do calor é proporcional ao produto do fluxo sangüíneo local e a diferença de temperatura entre o músculo e o sangue arterial com uma temperatura igual a do organismo. Desta maneira, grande parte do calor produzido pelos músculos esqueléticos trabalhados é transferido para o organismo pela circulação venosa. Quando isso ocorre, a temperatura interna começa a se elevar, desencadeando reflexos que promovem um aumento da transferência do calor interno para a pele e desta para o meio ambiente. Os reflexos para a dissipação do calor servem para diminuir e eventualmente cessar o aumento da temperatura do organismo.

    A velocidade da transferência do calor interno para a pele é determinada pela diferença entre a temperatura interna e a da pele e o fluxo sangüíneo periférico. O fluxo sangüíneo periférico é controlado fisiologicamente. Durante o exercício no calor, o fluxo sangüíneo periférico é cerca de vinte vezes maior do que aquele encontrado durante o repouso em ambientes frios, quando a pele apresenta sua vasoconstrição máxima. Uma vez que a transferência de calor é o produto do fluxo sangüíneo periférico e da diferença de temperatura do meio interno da pele, um aumento no fluxo sangüíneo pode não suficiente para remover o calor interno durante a prática de exercícios em dias quentes e úmidos, quando a temperatura da pele se eleva devido a evaporação insuficiente do suor.

    Transferência de calor no corpo

    Como já foi mencionado anteriormente, o calor é transferido da pele para o meio ambiente por convecção, radiação e evaporação. A velocidade de transferência do calor da pele para o meio ambiente por convecção e radiação são funções dos coeficientes (he e hr, respectivamente) e da diferença de temperatura entre a pele e o meio ambiente. A transferência de calor por radiação ou convecção estão sob controle fisiológico somente quando as mudanças do fluxo sangüíneo para a pele modificam a temperatura média da pele. Tanto o hr como o hc são dependentes da área da superfície do corpo que está disponível para as trocas de calor com o meio ambiente. Em condições metabólicas e ambientais constantes, o valor de hr é constante, porém o valor de hc varia com a velocidade do ar (6). O coeficiente combinado (velocidade de transferência de calor por convecção) pode variar em até cinco vezes quando se está em repouso ou correndo em um dia muito quente, quando a diferença de temperatura entre a pele e o meio ambiente é pequena, a capacidade de transferência de calor da pele para o meio ambiente por tradição ou convecção é muito pequena e tem uma capacidade limitada na dissipar a sobrecarga de calor produzida pelo exercício.

    O principal meio utilizado para a dissipação da sobrecarga de calor produzido pelo exercício executado em ambientes quentes é a evaporação do suor. A velocidade de evaporação está na dependência do coeficiente de transferência de calor pela evaporação (he) e do gradiente de pressão do vapor de água entre a pele e o meio ambiente. O valor de he é dependente da velocidade do ar de uma maneira semelhante a aquela encontrada para hc (onde he = 2.2 hc). A pressão do vapor de água sobre a pele representa o principal estímulo para a produção do suor, sendo que esta produção é controlada fisiologicamente. Cada grama de água que se evapora da superfície do corpo remove cerca 0.6 Kcal. Uma vez que as glândulas sudoríferas de uma pessoa normal tem condições de libertar para a superfície epitelial a suor a uma velocidade de 30g/min., praticamente todo o calor produzido, durante um exercício intenso, pode ser dissipado pela evaporação em condições favoráveis.

    A eficiência da via evaporativa para a transferência do calor está na dependência de fatores fisiológicos e ambientais. Se a umidade relativa do ar é alta, a pressão do vapor de água do meio ambiente será pequena e consequentemente a velocidade da evaporação será baixa. Em um dia quente e úmido, a perda de calor por radiação e por convecção é pequena devido a uma menor diferença de temperatura entre a pele e o meio ambiente, e uma menor dissipação do calor por evaporação ocorre. Nestas condições, a série de exercícios (que aumenta a produção de calor metabólico), associado à baixa dissipação do calor, tende a aumentar o calor armazenado no organismo, e progressivamente a hipertermia se instala.

    Com o conhecimento dos coeficientes de transferência de calor e de suas variações em diferentes condições torna-se possível ou pelo menos antecipar, a magnitude das mudanças na temperatura interna, durante o exercício em diferentes intensidade e em diferentes condições ambientais. Este conhecimento é importante para o atleta, porque a impossibilidade de manter a temperatura do corpo em um nível ótimo durante o exercício reduz o desempenho e apresenta como resultado final a instalação de uma fadiga precoce.

    É importante salientar que a elevação da temperatura interna associada ao exercício não é regulável em níveis elevados, é conseqüência de um desequilíbrio temporário entre a velocidade de produção de calor e do mecanismo que responde pela dissipação, quando a temperatura interna se eleva. O treinamento físico induz um aumento na sensibilidade da relação velocidade de sudorese/temperatura interna, bem como um decréscimo do limiar da temperatura interna para a produção do suor (5). Desta maneira a temperatura interna permanece em níveis inferiores ao observado em pessoas sem treinamento. Consequentemente temos uma maior margem de segurança entre a temperatura operacional e a limitante e também diminui a demanda na circulação periférica durante o exercício. Entretanto, a desidratação progressiva durante a prática do exercício no calor reduz a sensibilidade da relação velocidade de sudorese/temperatura interna e consequentemente uma hipertermia relativa se instala. Este fato reduz a margem de segurança e conduz a uma fadiga precoce.

    Problemas associados a ambientes quentes

    A capacidade de liberar um fluxo sangüíneo adequado para a contratação muscular e para a pele em condições nas quais esses tecidos necessitam requererem um elevado fluxo e está na dependência da capacidade do organismo em manter um volume sangüíneo adequado. Durante a prática de exercícios em um meio ambiente frio, o coração praticamente não tem dificuldades em fornecer um volume adequado de sangue para a demanda tanto dos músculos como da pele (3), (8). Entretanto, o exercício prolongado no calor é um problema muito complexo. Este processo não está ligado somente à manutenção de um débito cardíaco ameaçado pelo volume de sangue enviado para a periferia, mas nas perdas contínuas de água, devido a evaporação do suor, que pode comprometer o retorno venoso. Nestas condições a pressão sangüínea arterial pode diminuir, porém um aumento na freqüência cardíaca pode compensar parcialmente a diminuição a níveis submáximos do débito cardíaco. Portanto, a diminuição do débito cardíaco máximo trará como conseqüências uma redução no VO2 max e no desempenho. O primeiro reflexo contra a queda da pressão sangüínea venosa central aparece na distribuição do fluxo de sangue para a periferia (2), (10), diminuindo o volume venoso periférico.
    A primeira conseqüência da restrição relativa do fluxo sangüíneo para a pele durante o exercício prolongado em ambientes quentes é que a velocidade ótima de transferência do calor não corre. Voluntários exercitando-se em um ambiente quente, acumularam calor a uma velocidade de 0.1ºC/min (3). Esta velocidade de acúmulo de calor, se continuar por um período longo, limitará a capacidade de se exercitar devido à hipertemia.
    O efeito mais sério da prática de exercícios em ambientes quentes ocorre devido a uma hipovolemia progressiva (um volume sangüíneo abaixo do normal), acompanhado de uma desidratação. Na verdade, o volume sangüíneo é mantido razoavelmente bem durante a desidratação porque a hipertonicidade que se instala, quando a água deixa o compartimento vascular, promove a saída de água do compartimento interstícial e intracelular para o sistema intravascular (7). De maneira nenhuma a hipovolemia eventualmente induz a uma a alteração na temperatura interna pela vasodilatação cut6anea e na redução do fluxo sangüíneo periférico máximo. Esta hipertemia combinada com uma diminuição do débito cardíaco máximo e redução do VO2 Max compromete a capacidade de se exercitar por um período prolongado em alta intensidade.

    Conclusões

    O meio ambiente limita de diversas maneiras a capacidade de desempenhar um exercício físico. O potencial da hipertermia em prejudicar o desempenho é geralmente mediado pela capacidade do organismo em transportar o oxigênio do meio ambiente para os músculos esqueléticos em contração. O aquecimento excessivo do organismo durante o exercício reduz a eficiência do sistema circulatório, limitando a capacidade do coração em liberar sangue oxigenado na velocidade necessária para a pele e para os músculos.

    Autores: Ethan R. Nadel

    Artigo do site: http://www.gssi.com.br

  • Amizade 13.04.2010 No Comments

    Se você está na lista de pessoas que deve se vacinar contra a gripe A, veja a lista de locais em São Paulo e na Grande São Paulo (cidades próximas) os locais para receber a vacina.

    CLIQUE AQUI PARA VER A LISTA DE LOCAIS DE VACINAÇÃO EM SP E TODA GRANDE SP (arquivo no formato .pdf).

     

     

    Se você quer maiores informações ou tem dúvidas referentes à vacinação e sobre a gripe suína (H1N1), acesse o link acima em  Prevenção – H1N1, ou clique aqui.

    Abaixo o calendário de vacinação :

    fonte: Ministério da Saúde 
  • Amizade 06.04.2010 No Comments

    A Aui Mauê Rafting é uma operadora de Rafting situada em Socorro/Sp, a 130km da capital, no meio da natureza. Somos uma empresa séria que tem como objetivo a realização do Rafting de um jeito especial e diferenciada.

    O Rafting é uma das mais divertidas atividades de aventura. É pura emoção, adrenalina e contato com a natureza. A Aui Mauê leva você para uma experiência única, repleta de alegria, descontração e espírito de equipe. Venha viver esse momento em um dos mais preservados rios do estado de São Paulo, um paraíso que vai unir momentos de contemplação e fortes emoções.

    São 22 corredeiras em um percurso muito emocionante, onde botes com 5 pessoas mais um condutor descem o rio de pura adrenalina.

    Aui-Maue (com fone) Aui Mauê Rafting

    Centro Ambiental do Rio do Peixe, KM 8 – Socorro – SP

    E-mail: contato@auimaue.com.br

    www.auimaue.com.br

  • Artigos 01.04.2010 No Comments
    Pesquisa aponta que 66% da população do país não pratica nenhum tipo de atividade física.
    Uma pesquisa realizada em todo o Brasil pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), detectou um problema grave na saúde da sociedade brasileira. Mais de 190 mil pessoas foram entrevistadas e 66% delas disse ser totalmente sedentária, enquanto 70,9% afirmou não praticar exercício algum nos últimos três meses.

    Fonte: Por Maurício Belfante
    O2porminuto

    O maior problemas está entre os indivíduos que apresentam alguma doença. A cada dez pessoas entrevistadas, três se encontram com problemas crônicos (hipertensão, diabetes e depressão) e poucas utilizam da principal arma para sua prevenção: o exercício físico.

    O Ministro da Saúde José Gomes Temporão diz que a televisão é uma das culpadas pelo sedentarismo, já que as pessoas preferem ficar na frente da telinha à praticar algum esporte. “Temos vários programas em andamento. O ministério tem repassado verbas aos municípios para a construção de espaços para a realização de atividades físicas”, afirmou Temporão.

  • Artigos 01.04.2010 No Comments
    Especialistas dão dicas de como prevenir e tratar uma das lesões mais comuns entre os corredores

    Quem pratica um esporte de impacto como a corrida sabe que está sujeito a sofrer, em algum momento da sua vida de atleta, algum tipo de lesão. E uma das contusões mais comuns entre os corredores é a fratura por estresse, que corresponde de 5% a 16% de todas as lesões dos praticantes da atividade, segundo informações do site oficial da Federação Paulista de Atletismo.

    A fratura por estresse pode ser denominada como: “fissuras microscópicas dos ossos, causadas por uma quantidade de impacto excessivo”, fala Marcos M. Serra, fisioterapeuta e professor de educação física especialista em fisiologia do exercício e fisioterapia esportiva.

    Sua ocorrência se dá, normalmente, quando o corredor exagera, e acaba ultrapassando seus limites durante as passadas. “O osso, apesar de ser muito duro, é uma peça biológica viva, que se desgasta durante as atividades diárias e se recupera durante o repouso. Cada ser vivo tem seu próprio ponto de equilíbrio entre os desgastes que sofre e a capacidade que seu organismo tem de se regenerar”, explica Sérgio Nicoletti, ortopedista da Unifesp.

    “Quando esse limite é ultrapassado, os mecanismos de reparação não conseguem repor as perdas causadas pelo uso e, em decorrência deste déficit entre uso e reparação, algumas partes do osso podem entrar em fadiga e aparecer a fratura por fadiga de material ou fratura por estresse”, completa.

    Alguns ossos, sobretudo dos membros inferiores, são os mais atingidos pelo mal, como fala Serra. “Um estudo revela que entre os atletas, as fraturas por estresse respondem por 0,7 à 15,6% de todas as lesões, sendo 10% um valor aceitável. Este mesmo estudo revela que os ossos mais acometidos nos corredores são a tíbia (37,5 a 63 %), os metatarsais (14 a 37,4%), a fíbula(osso lateral da perna com 9,2 a 21%), o fêmur (3,5 a 6,5%) e o navicular (osso no pé 0,7 a 5,9%)”.

    Ainda falando em estatísticas, as mulheres têm mais fraturas por estresse do que os homens. “Muitos ortopedistas atribuem este fato a uma condição conhecida como `a tríade da atleta feminina´”, diz o fisioterapeuta. Esses três fatores que aumentam as chances das mulheres de terem a fratura são:

    - Desordem alimentar (bulimia ou anorexia);
    - Amenorréia (sem menstruação);
    - Osteoporose. Quando a massa óssea da mulher diminui

    Descobrindo o problema
    Em uma primeira fase, para que haja a detecção da fratura por estresse, o médico fará uma espécie de entrevista com o corredor, para saber a origem da dor, que é a primeira etapa da lesão. O especialista deverá saber o regime de treinamento do atleta, como são feitos, local de treino, calçados e outros fatores de risco para o surgimento da contusão.

    “Nesta fase as radiografias podem ser negativas. Posteriormente, elas mostram a presença de traço de fratura incompleta, que pode passar despercebido se o médico não conhecer a história e não souber que se trata de um atleta”, diz Nicoletti, realçando a importância da visita ao médico logo que surge a dor.

    Para prevenir, o ideal é que o corredor não busque uma evolução no esporte de forma exagerada e sem a supervisão de um especialista, e sim um desenvolvimento gradativo. Outros fatores que ajudam na prevenção, segundo Serra, são:

    • Melhorar a função muscular, aprimorando a força e a flexibilidade;
    • Prestar a atenção nos aspectos nutricionais. Exemplo cálcio;
    • Prestar atenção na escolha do calçado utilizado para correr, bem como o tipo de piso;
    • Prestar atenção nos sinais e sintomas que o corpo mostra, como edema, dor e hipersensibilidade focal.

    Tratamento e retorno ao treinamento
    O tratamento para a fratura por estresse pode se dar de duas formas: cirúrgica ou não cirúrgica. “O tratamento não-cirúrgico é conservador, com repouso relativo, isto é, afastado de toda e qualquer atividade de impacto, podendo o atleta realizar atividades na água e exercícios de fortalecimento e alongamento para manter sua condição muscular e cárdio-respiratória”, diz Marcos Serra.

    Neste caso, é importante que o atleta fique longe da atividade que lhe causou a fratura durantes seis a oito semanas, para que ocorra a cura total da lesão. “Se a atividade que causou a fratura por estresse é retomada muito rapidamente, podem se desenvolver fraturas maiores, e mais difíceis de curar”, revela o fisioterapeuta.

    A cirurgia ocorre nos casos mais severos, para que haja uma readaptação adequada. “O procedimento pode envolver fixação do local da fratura, e a reabilitação faz-se numa média de quatro a seis meses”, completa Serra.

    Após totalmente curado, o corredor poderá voltar a praticar o esporte tranquilamente. Porém, é importante que essa volta seja feita de forma leve, com carga e velocidade menores. “A única restrição ( que não é exatamente uma restrição imposta pelo médico mas pelo próprio limite biológico do atleta ou da atleta) é não ultrapassar o seu próprio limite de tolerância biológica ao treinamento, recomendação que, muitas vezes, implica em mudar o programa de treinamento”, finaliza Nicoletti.

    Fonte: Por Fausto Fagioli Fonseca
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