• WASHINGTON Um estudo publicado ontem na revista Science Translation Medicine identificou a causa molecular da doença celíaca, problema digestivo que faz com que as pessoas se tornem intolerantes ao glúten, proteína encontrada em pães, massas, cereais, cerveja e vários outros alimentos. A descoberta pode ajudar no desenvolvimento de formas mais precisas de diagnóstico, prevenção e tratamento da enfermidade.Os pesquisadores australianos conseguiram identificar três fragmentos do glúten que aparentemente desencadeiam a reação imunológica nos portadores da doença. Ao todo, o glúten tem 16 mil componentes. “Para nossa surpresa, a resposta é altamente focada em alguns poucos fragmentos particulares do glúten”, afirmou o pesquisador que liderou o estudo, Robert Anderson, do Instituto de Pesquisa Médica Walter e Eliza Hall. “Ao diminuir a toxicidade de um alergênico a poucos componentes, pode-se fazer uma terapia mais precisa”, disse. Para chegar a tais conclusões, os cientistas fizeram um “perfil” das respostas imunes de 244 voluntários portadores da doença. Os voluntários tiveram de comer alimentos com glúten por três dias e depois passaram por exames de sangue, para se analisar a reação das células do sistema imune. Com os resultados obtidos, Anderson e alguns colegas começaram a trabalhar em uma droga injetável com pequenas doses dos componentes que causam a alergia. A ideia é que a exposição do sistema imune a doses reduzidas, mas regulares, dos alérgenos pode fazer com que o organismo se acostume a eles. Alcance. Segundo um estudo publicado no ano passado, cerca de 1% da população ocidental tem intolerância ao glúten, mas os números vêm aumentando. Apenas no Brasil, seriam quase 2 milhões de pessoas com a doença celíaca. A prevalência, porém, é consideravelmente menor entre hispânicos, negros e asiáticos, com uma média de 1 portador da enfermidade a cada 236 pessoas. No Brasil, as embalagens de alimentos precisam conter avisos sobre a presença de glúten. Em janeiro deste ano, o Superior Tribunal de Justiça determinou que, além dos avisos, as embalagens têm de trazer informações sobre doença celíaca. Para entender1. O que é doença celíaca?Intolerância permanente ao glúten, com causas hereditárias. Ao ingerir a substância, uma reação imunológica danifica os cílios intestinais – pequenas saliências do intestino que capturam vitaminas, minerais e outros nutrientes.2. Quais são os sintomas?Diarreia e vômitos persistentes geralmente aparecem entre 1 e 3 anos. Depois de um tempo, a incapacidade de absorver as quantidades adequadas de nutrientes pode causar deficiências de vitaminas que afetam o cérebro, o sistema nervoso, os ossos, o fígado e outros órgãos. 3.Como tratar? Não ingerir o glúten, presente no trigo, na aveia, no centeio e no malte. O portador da doença pode substituir o trigo por outros tipos de farinha, como tapioca, fubá e de milho.

    Fonte: Estadao.com (Reuters e Efe)

  • Amizade 17.05.2010 1 Comment

    Esforço coletivo internacional

    O último fim de semana foi marcado pela segunda edição do Twitter’s Run Day, uma ação conjunta de twiteiros do Brasil e do mundo, que registram numa tabela única os seus treinos no dia, criando um movimento empolgante e inspirador em favor da atividade física, da saúde ou da simples diversão.

    Para participar, bastava ao interessado ser tuiteiro. Devia apenas se cadastrar no site oficial do Dia da Corrida no Twitter (em português é muito mais bonito, na opinião deste blogueiro) e então registar os quilômetros percorridos no sábado e/ou no domingo.

    Apesar de o treino ou corrida dever ser necessariamente no sábado ou no domingo, o site aceitava os registros da quilometragem até hoje. Na última vez que conferi, os TwittersRun já tinham completado 3.268,8 km em 291 registros. O que não significa 291 tuiteiros, pois qualquer um poderia fazer registros nos dois dias.

    No total, chegaram quilômetros de seis países, como você pode ver no mapa acima. Além das 54 cidades brasileiras, entraram no mapa do evento Londres (Inglaterra), Frankfurt (Alemanha), Miami (Estados Unidos), Costa da Caparica (Portugal) e Chennai (Índia).

    Eu contribuí com 27 km percorridos em São Paulo, começando no finzinho da madrugada de ontem. Rodei pela zona oeste e pela zona sul e depois voltei para o centro, tendo oportunidade de apreciar o público que acompanhou a Virada Cultural durante a noite e pela manhã. O povo estava muito doidão, mas parecia estar também se divertindo bastante.

    Lamentável apenas a morte de um garoto de 17 anos, esfaqueado durante uma briga. As demais ocorrências foram de menor importância. Pelo pouco que vi, a região central estava bem policiada, e as pessoas estavam numa boa.

    Voltando ao Dia da Corrida no Twitter: o evento foi criado por uma comunidade de corredores twiteiros que começou a se formar no primeiro semestre do ano passado e teve o primeiro encontro f‘ísico em setembro, na véspera da Meia Maratona das Pontes (que não teve ponte, como eu contei aqui). E o primeiro esforço coletivo de corrida foi nos dias 14 e 15 de novembro. Naquela edição, 131 participantes de 26 cidades, em três países, correram um total de 1.885,7 quilômetros.

    por Rodolfo Lucena (17/05/2010)

     artigo do site: http://www1.folha.uol.com.br/

  • Artigos 17.05.2010 No Comments

     

     

    Não se espante caso um dia saia do consultório médico com a seguinte prescrição para as têmporas doloridas: sue a camisa, de preferência gastando a sola do tênis ou pedalando. É o que se conclui dos resultados obtidos pelo primeiro estudo epidemiológico sobre dor de cabeça realizado no Brasil. Assinado pelos neurologistas Luiz Paulo de Queiroz, da Universidade Federal de Santa Catarina, e Mario Peres, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o trabalho ouviu 3 848 pessoas escolhidas aleatoriamente, de ambos os sexos, com idade entre 18 e 79 anos, em todo o país.

    O objetivo foi estimar a prevalência de enxaqueca e cefaléia – nome científico da dor de cabeça comum – entre os brasileiros. Além disso, procurou avaliar a relação entre esses tormentos e hábitos do dia a dia, como a prática regular de exercícios físicos. No final, os dados da pesquisa são um estímulo e tanto para todo mundo levantar da cadeira e se mexer – aliás, não só para quem vive com a sensação de que a testa está prestes a explodir. “Os sedentários apresentaram 43% mais enxaqueca e 100% mais cefaléia crônica, com crises diárias, do que os indivíduos que se exercitam”, conta Queiroz. A explicação para esse elo entre menor incidência de dor de cabeça e malhação está nos nossos neurônios. “Os exercícios aumentam a produção de endorfinas, neurotransmissores que proporcionam bem-estar. Eles funcionam como uma “morfina natural”, compara o médico.

    O especialista em medicina do esporte Moisés Cohen, também da Unifesp, acrescenta: “Alguns artigos sugerem que outras substâncias liberadas durante a atividade física, como a epinefrina e os esteróides, podem estar por trás do alívio”. A melhora na circulação sanguínea, que provoca um aumento da oxigenação cerebral, é mais um fator que colabora para o fim das dores. “Sem contar a diminuição do estresse”, complementa a neurologista Norma Fleming, coordenadora responsável pelo Ambulatório de Cefaléia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e presidente da Associação de Dor do mesmo estado.

    Como as endorfinas estão diretamente ligadas a uma menor ocorrência de crises, os exercícios mais indicados para o combate da dor de cabeça são aqueles que mais estimulam a liberação dessas substâncias – os aeróbicos, como a caminhada, a natação e a corrida de baixo impacto. “Os exercícios de fortalecimento muscular também produzem algum efeito, porém em menor grau”, nota o cardiologista José Kawazoe Lazzoli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.

    “As atividades que envolvem relaxamento, como o alongamento e a ioga, e as lúdicas, como a dança de salão, também podem ajudar a diminuir os sintomas, graças ao bem-estar que proporcionam”, observa o neurologista e especialista em dor Eduardo Barreto, coordenador do Serviço de Neurocirurgia da Rede D’Or, que compreende hospitais e laboratório no Rio de Janeiro. Em relação à frequência, para que a melhora da dor seja flagrante, os especialistas recomendam suar a camisa três vezes por semana, entre 30 e 60 minutos. “Mas, no meu estudo, até mesmo aqueles que fizeram uma única sessão semanal de exercícios apresentaram uma diminuição nas crises”, afirma Luiz Paulo de Queiroz.

    Além de privilegiar os esportes aeróbicos, a maneira como se pratica a atividade física conta muito. Se for feita de maneira incorreta, o feitiço se volta contra o feiticeiro – em vez de mitigar a dor, a malhação acaba por torná-la mais forte e, pior, pode aumentar o número de episódios de crise. “Os exercícios muito intensos ou realizados sem o devido aquecimento não são bem-vindos, especialmente para quem vive com dores de cabeça”, alerta José Kawazoe Lazzoli.

    Outra: para que o esporte só produza alívio, é fundamental alimentar-se bem antes e depois dos treinos. Respirar em um ritmo normal ao exercitar o corpo é igualmente recomendação importante. A tendência é prender a respiração quando a gente se esforça em demasia porque a glote, estrutura que se localiza na laringe e que impede a entrada dos alimentos nas vias respiratórias, se fecha. Mas daí a pressão arterial se eleva, o fluxo sanguíneo em direção à cabeça cai e, não demora para aquela sensação ruim pintar na testa e adjacências. Além disso, só saia correndo por aí após se submeter a uma avaliação médica. “O aval de um especialista, assim como o acompanhamento de um fisioterapeuta ou fisiatra quando o indivíduo tiver problemas posturais, é imprescindível”, lembra Barreto.

    Infelizmente, nem todo mundo encara a atividade física como aliada contra as dores que atormentam a cabeça. “Existem trabalhos que, ao contrário, afirmam que a enxaqueca, em alguns casos, pode ser desencadeada pelos exercícios”, conta Moisés Cohen. “Nos pacientes em que a crise é provocada pelo esporte, o problema ocorre mesmo quando ele é praticado corretamente”, lamenta Norma Fleming. Ainda bem que casos assim são mais raros. “Fazer um diário da dor ajuda a identificar se esse é um dos agentes que funcionam como gatilho para o desconforto – ou se é o oposto, quer dizer, uma maneira de alívio”, dá a dica Barreto. E claro: ninguém deve fazer nenhum tipo de atividade física em plena crise de enxaqueca. “Nessa situação, sim, os exercícios podem exacerbar o problema”, alerta Luiz Paulo de Queiroz. Para quem não se encaixa nesse perfil (o que vale para a maioria), a suadeira pode ser o melhor remédio.

    por Thaís Szego

    artigo do site: http://saude.abril.com.br

     

  • Estudo verificou relação entre saúde, trabalho e tempo livre em funcionários públicos britânicos.

    Fazer horas extras diariamente, trabalhando entre 10 e 11 horas por dia, pode aumentar em 60% os riscos de doenças cardíacas, de acordo com um estudo publicado no site da revista especializada European Heart Journal. A conclusão é o resultado de uma pesquisa com 6 mil funcionários públicos britânicos e descontou fatores de risco cardíaco tradicionais, como fumo. Segundo os autores, o estudo mostra a importância do equilíbrio entre trabalho e tempo livre Ao todo, foram verificados 369 casos de pessoas que sofreram doenças cardíacas fatais, tiveram infartes ou desenvolveram angina. Em vários casos, os médicos constataram um forte vínculo com o número de horas trabalhadas. Personalidades ‘tipo A’ Entre as explicações para essa relação, estariam o menor tempo para exercícios e relaxamento, além de estresse, ansiedade e depressão. Além disso, os médicos dizem ter identificado uma relação entre pessoas muito dedicadas à carreira com personalidades “tipo A”, altamente motivadas, agressivas e irritáveis. “Funcionários que fazem horas extras também tendem a trabalhar quando estão doentes, ou seja, relutam em faltar ao trabalho mesmo doentes”, diz a pesquisa. A epidemiologista Mianna Virtanen, que coordenou o estudo pelo Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional em Helsinki, em parceria com a University College London, afirmou que as conclusões não são definitivas. “É preciso pesquisar mais antes de termos segurança ao afirmar que fazer horas extras causaria doenças cardíacas coronárias”, disse Virtanen. O médico John Challenor, da Sociedade de Medicina Ocupacional afirmou que a pesquisa confirma diversos fatos que médicos já conheciam: “que o equilíbrio trabalho/tempo livre tem um papel vital no bem-estar”. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

    Fonte: BBC Brasil e Estadão

  • Artigos 06.05.2010 No Comments

    “Perdi cinco quilos de gordura. Ganhei em músculos. É preciso fazer muita força agora que o traje não ajuda mais a manter o corpo em cima”. A frase é do vice-campeão mundial Felipe França. E mostra como os nadadores estão encarando a nova era da natação mundial, sem os supermaiôs que impulsionaram mais de 100 recordes mundiais no ano passado e estão banidos das piscinas desde 1º de janeiro.

    Segundo todos consultados pela reportagem do UOL Esporte, os trajes de poliuretano representavam ganho de flutuabilidade aos nadadores. Quem se beneficiava mais eram os nadadores mais fortes e pesados, que não precisavam fazer tanta força para ficar na superfície. “Para alguns atletas, o traje representava aquela diferença entre um tempo muito bom e um recorde mundial”, explica Alberto Silva, o Albertinho, técnico do Pinheiros.

    Para contra-balancear esse efeito, os nadadores enfrentaram duas alternativas: ficar mais leves ou ficar mais fortes. Para Felipe França, a segunda alternativa foi a escolhida. “Fizemos uma preparação diferente, para segurar aquele corpo dele em cima na água. Ele vai ter de fazer mais força do que todo mundo”, diz Arílson Soares, técnico do vice-campeão mundial.

    Outros, como o também peitista Tales Cerdeira, apostaram no peso. “Eu sempre fui muito leve e os trajes não influenciavam tanto. Prova disso é o tempo que fiz aqui”, fala o nadador, que em Santos fez a quinta melhor marca do mundo em 2010 nos 200m peito (2min10s91).

    Nos EUA, a regra também é apostar nos músculos. Que o digam os novos companheiros de Cesar Cielo em Auburn, Nicholas Santos e Henrique Barbosa. Os dois passaram o primeiro semestre treinando por lá e tiveram o gostinho da preparação que fez Cielo conquistar o ouro olímpico e dois títulos mundiais.

    “O treino na água é intenso, mas muito curto. Não nado mais do que 4 mil metros por dia, mas a musculação é muito puxada. Bem mais do que aqui”, conta Nicholas. “É um trabalho muito intenso. Muito mais musculação do que eu fazia em Paris ou no Pinheiros”, completa Henrique.

    “É bom ter essa mudança drástica. Não adiantaria trocar seis por meia dúzia. Mas a adaptação está custando caro”, continua Henrique. “Com muita musculação, você tem de aprender a nadar como se estivesse descansado mesmo com o corpo pesado de tanto fazer força. Não é fácil”.

    Até agora, o Troféu Maria Lenk, que vai até domingo em Santos, mostrou que os trajes tiveram uma influência muito grande nos tempos registrados no ano passado. Em três dias de competições, só um recorde foi quebrado, a marca do campeonato dos 200m costas – batida pelo austríado Markus Rogan. No ano passado, a maioria das provas teve recordes sul-americanos superados.

    Fonte:
    Bruno Doro
    Em Santos (SP)
    Uol.com.br
  • Artigos 30.04.2010 No Comments

    A prevenção da injúria térmica provocada pelo calor estressante foi o tópico da “1a Conferência Mundial em Estresse pelo Calor: Esforço Físico e Meio Ambiente”, ocorrida em Sydney, Austrália, de 27 de abril a 10 de maio de 1987. Durante esta conferência, os princípios para a prevenção da injúria térmica foram formulados, discutidos e registrados para uso de médicos especialistas, técnicos, treinadores, atletas e outras pessoas interessadas em minimizar os riscos do calor e do exercício (1) . Os participantes da Conferência apresentaram os resultados de suas pesquisas para o Colégio Americano de Medicina Esportiva, o qual referendou as recomendações, e as publicou em um trabalho intitulado “A Prevenção de Injúrias Térmicas Durante Corridas de Longa Distância” (2) e suas discussões. Um resumo deste trabalho é apresentado a seguir.

    Algumas Definições:

    Estresse pelo calor é a sobrecarga de calor originária do metabolismo e do meio ambiente.
    A sobrecarga total térmica está relacionada com a intensidade do exercício (carga metabólica), a temperatura ambiente e o potencial evaporativo do ambiente (este está relacionado com a pressão ambiental do vapor de água, ou umidade relativa do ar).
    Esforço no calor é o efeito do estresse pelo calor no organismo, i.e., a elevação relativa da temperatura interna, a média da temperatura da pele e o aumento da freqüência cardíaca comparativamente a um ambiente frio.
    Exaustão pelo calor é a fadiga que ocorre durante a prática de exercícios em ambientes quentes. Essa fadiga pode ser causada pelo excesso de calor no organismo, a qual ocorre quando a velocidade de perda de calor pelo corpo não é suficiente para eliminar a produção de calor e/ou o ganho do meio ambiente. A exaustão pelo calor pode também ser causada pela desidratação, a qual pode ser responsável pela incapacidade do organismo em manter um fluxo sangüíneo adequado para os músculos esqueléticos em contração.
    Insolação é uma desordem potencialmente fatal que ocasionalmente ocorre após a exaustão pelo calor. Se caracteriza pela perda da consciência (coma) devido ao esforço e por sintomas clínicos de danos no sistema nervoso central, fígado e rins.

    PREVENÇÃO DE DISTÚRBIOS ORGÂNICOS
    CAUSADOS PELO CALOR.

    1. Educação. É muito importante entender que o calor produzido durante o exercício não é facilmente dissipado do corpo quando o meio ambiente é quente e úmido. Recomenda-se que a intensidade do exercício seja moderada quando o clima é quente.
    2.Vestimentas. As roupas isolantes reduzem a área superficial do corpo que transfere o calor.
    É importante diminuir as vestimentas e assim ter uma maior área superficial de pele pela qual a evaporação pode acontecer.
    3. Hidratação. A desidratação progressiva reduz a sudorese e o fluxo sangüíneo para a pele ocasionando um aquecimento excessivo do corpo. É essencial estar bem hidratado antes, durante, e depois do exercício em ambientes quentes (veja na referência bibliográfica 3 os meios para se manter bem hidratado).
    4. Preparo Físico. O treinamento físico e a aclimatação facilitam a expansão do volume sangüíneo e proporciona uma maior dissipação do calor em resposta ao aumento da temperatura interna. A maioria dos distúrbios causados pelo calor acontecem com corredores novatos, idosos, e com aqueles que apresentam problemas circulatórios e respiratórios. Estas pessoas são incapazes de se manter ativas por problemas diversos como oportunidades ou inabilidade. Os grupos de risco devem evitar o calor e a atividade intensa.

    Autores: Ethan R. Nadel

    Artigo do site: http://www.gssi.com.br

  • Artigos 30.04.2010 No Comments

    Principais tópicos
     
    - Os primeiros sintomas da fadiga que ocorrem durante a prática de exercícios no calor, podem ser devidos aos efeitos diretos de hipertermia, ou dos efeitos indiretos, associados a uma diminuição de débito cardíaco e uma redução concominante do VO2 max, resultado de uma menor circulação sangüínea periférica.
    - O calor produzido como produto do metabolismo durante o exercício é dissipado da pele por convecção, radiação e evaporação. Em ambientes quentes, a dissipação do calor por convecção, radiação é mínima e a sobrecarga de calor produzida pelo exercício é dissipada pela evaporação. Em ambientes quentes e úmidos, a dissipação do calor pela evaporação é mínima, podendo ocorrer uma hipertermia progressiva.
    - A desidratação progressiva resulta em uma diminuição também progressiva da eficiência das glândulas sudoríferas ao aumento da temperatura corporal, então o organismo passa a trabalhar com uma temperatura interna mais elevada durante o exercício. Consequentemente temos uma redução na margem de segurança entre o limite operacional e o limite da temperatura interna.

    Introdução

    A fadiga, em termos simples pode ser definida como a incapacidade do organismo em manter a produção de energia, ou a deficiência do organismo na manutenção de uma determinada tensão muscular por um determinado tempo (1). A fadiga que se desenvolve durante a contração muscular voluntária máxima tem uma causa diferente daquela que ocorre quando as contrações são moderadas e repetitivas, mas ambas são diferentes daquela que ocorre durante a prática de exercícios em ambientes quentes. Finalmente, todas as formas de fadiga são conseqüências da incapacidade do organismo em produzir energia em quantidade suficiente para suprir as necessidades de concentração dos músculos esqueléticos. Apresentaremos as vias de instalações da fadiga precoce que ocorre em ambientes quentes e que limita o desempenho físico.
    Para melhor entender o modo pelo qual a fadiga prejudica o desempenho físico, nós precisamos entender que a capacidade aeróbia máxima é dependente de diversos fatores e que alguns variam durante a prática de exercícios, principalmente em ambientes quentes. O rearranjo da equação de Fick nos mostra que a capacidade aeróbia máxima pode se modificar se qualquer de seus componentes se alterem:

    VO2max = [FC máx] [DC max] [ (a-v) O2 máx]

    Onde:

    VO2max = capacidade aeróbia max (ml O2/min.)

    FC max = máximo em batimentos cardíacos (batimentos/min)

    DC= débito cardíaco máximo (ml de sangue / batimento)

    (a-v) O2 max = utilização máxima de )2 (ml )2/ml sangue)

    Qualquer diminuição na FC max DC max ou na (a-v) O2 max durante exercícios físicos prolongados, por definição, diminuirá o VO2 max e consequentemente o desempenho ficará prejudicado. Por exemplo, um aumento agudo no volume de sangue periférico residual, abaixo dos níveis cardíacos (acúmulo venoso) decresce a pressão cardíaca máxima, DC max e potencialmente o VO2 max. A elevação excessiva da temperatura corporal durante o exercício pode ocasionar um acúmulo venoso, um menor DC máx, e talvez promova uma diminuição na utilização máxima de O2 [ (a-v) ], promovendo a instalação precoce da fadiga. As maneiras como essas modificações ocorrem estão descritas nos parágrafos seguintes.

    Transferência de calor no corpo

    Durante o exercício, a captação de oxigênio pelo músculo esquelético pode aumentar de cerca de 1.5ml/Kg-min no estado de repouso, até cerca de 150ml/Kg-min, durante atividade física em condições máximas.

    Finalmente, toda a energia liberada pelos músculos durante a atividade física é energia térmica (calor). Uma pessoa em repouso, libera uma quantidade de calor correspondente a cerca de 70 watts (70w=1Kcal/min.) Uma sobrecarga térmica dessa magnitude pode elevar a temperatura do organismo em 1 ºC a cada 5 a 8 min. se não ocorrerem modificações nos mecanismos de dissipação do calor. Pode ocorrer uma limitação dos exercícios em menos de 20 min. Antes do aparecimento dos sintomas da fadiga, devido a hipertermia. Estes sintomas variam desde uma ligeira tontura e desorientação até a perda da consciência. Obviamente, a atividade física intensa pode continuar por muito mais de 20 min., devido principalmente a efetividade do sistema regulador que age alterando a velocidade de transporte do calor, como resposta a estímulos específicos.

    Ao se praticar o exercício, a velocidade de produção de calor pelo músculo aumenta em função da intensidade do exercício, que transitoriamente é maior que a velocidade de dissipação do músculo. Saltin et al. (9) demonstraram que a velocidade do aumento da temperatura no músculo quadríceps é de aproximadamente 1ºC/min. durante os momentos iniciais da prática de exercícios de alta intensidade em ciclo ergômetro. O aumento do armazenamento de calor não pode continuar por que o metabolismo muscular pode ser inativado após 10 min. devido à hipertermia.

    O primeiro meio utilizado para remover o calor dos músculos durante o exercício é a sua transferência para o sangue pela via convectiva. A velocidade de transferência do calor é proporcional ao produto do fluxo sangüíneo local e a diferença de temperatura entre o músculo e o sangue arterial com uma temperatura igual a do organismo. Desta maneira, grande parte do calor produzido pelos músculos esqueléticos trabalhados é transferido para o organismo pela circulação venosa. Quando isso ocorre, a temperatura interna começa a se elevar, desencadeando reflexos que promovem um aumento da transferência do calor interno para a pele e desta para o meio ambiente. Os reflexos para a dissipação do calor servem para diminuir e eventualmente cessar o aumento da temperatura do organismo.

    A velocidade da transferência do calor interno para a pele é determinada pela diferença entre a temperatura interna e a da pele e o fluxo sangüíneo periférico. O fluxo sangüíneo periférico é controlado fisiologicamente. Durante o exercício no calor, o fluxo sangüíneo periférico é cerca de vinte vezes maior do que aquele encontrado durante o repouso em ambientes frios, quando a pele apresenta sua vasoconstrição máxima. Uma vez que a transferência de calor é o produto do fluxo sangüíneo periférico e da diferença de temperatura do meio interno da pele, um aumento no fluxo sangüíneo pode não suficiente para remover o calor interno durante a prática de exercícios em dias quentes e úmidos, quando a temperatura da pele se eleva devido a evaporação insuficiente do suor.

    Transferência de calor no corpo

    Como já foi mencionado anteriormente, o calor é transferido da pele para o meio ambiente por convecção, radiação e evaporação. A velocidade de transferência do calor da pele para o meio ambiente por convecção e radiação são funções dos coeficientes (he e hr, respectivamente) e da diferença de temperatura entre a pele e o meio ambiente. A transferência de calor por radiação ou convecção estão sob controle fisiológico somente quando as mudanças do fluxo sangüíneo para a pele modificam a temperatura média da pele. Tanto o hr como o hc são dependentes da área da superfície do corpo que está disponível para as trocas de calor com o meio ambiente. Em condições metabólicas e ambientais constantes, o valor de hr é constante, porém o valor de hc varia com a velocidade do ar (6). O coeficiente combinado (velocidade de transferência de calor por convecção) pode variar em até cinco vezes quando se está em repouso ou correndo em um dia muito quente, quando a diferença de temperatura entre a pele e o meio ambiente é pequena, a capacidade de transferência de calor da pele para o meio ambiente por tradição ou convecção é muito pequena e tem uma capacidade limitada na dissipar a sobrecarga de calor produzida pelo exercício.

    O principal meio utilizado para a dissipação da sobrecarga de calor produzido pelo exercício executado em ambientes quentes é a evaporação do suor. A velocidade de evaporação está na dependência do coeficiente de transferência de calor pela evaporação (he) e do gradiente de pressão do vapor de água entre a pele e o meio ambiente. O valor de he é dependente da velocidade do ar de uma maneira semelhante a aquela encontrada para hc (onde he = 2.2 hc). A pressão do vapor de água sobre a pele representa o principal estímulo para a produção do suor, sendo que esta produção é controlada fisiologicamente. Cada grama de água que se evapora da superfície do corpo remove cerca 0.6 Kcal. Uma vez que as glândulas sudoríferas de uma pessoa normal tem condições de libertar para a superfície epitelial a suor a uma velocidade de 30g/min., praticamente todo o calor produzido, durante um exercício intenso, pode ser dissipado pela evaporação em condições favoráveis.

    A eficiência da via evaporativa para a transferência do calor está na dependência de fatores fisiológicos e ambientais. Se a umidade relativa do ar é alta, a pressão do vapor de água do meio ambiente será pequena e consequentemente a velocidade da evaporação será baixa. Em um dia quente e úmido, a perda de calor por radiação e por convecção é pequena devido a uma menor diferença de temperatura entre a pele e o meio ambiente, e uma menor dissipação do calor por evaporação ocorre. Nestas condições, a série de exercícios (que aumenta a produção de calor metabólico), associado à baixa dissipação do calor, tende a aumentar o calor armazenado no organismo, e progressivamente a hipertermia se instala.

    Com o conhecimento dos coeficientes de transferência de calor e de suas variações em diferentes condições torna-se possível ou pelo menos antecipar, a magnitude das mudanças na temperatura interna, durante o exercício em diferentes intensidade e em diferentes condições ambientais. Este conhecimento é importante para o atleta, porque a impossibilidade de manter a temperatura do corpo em um nível ótimo durante o exercício reduz o desempenho e apresenta como resultado final a instalação de uma fadiga precoce.

    É importante salientar que a elevação da temperatura interna associada ao exercício não é regulável em níveis elevados, é conseqüência de um desequilíbrio temporário entre a velocidade de produção de calor e do mecanismo que responde pela dissipação, quando a temperatura interna se eleva. O treinamento físico induz um aumento na sensibilidade da relação velocidade de sudorese/temperatura interna, bem como um decréscimo do limiar da temperatura interna para a produção do suor (5). Desta maneira a temperatura interna permanece em níveis inferiores ao observado em pessoas sem treinamento. Consequentemente temos uma maior margem de segurança entre a temperatura operacional e a limitante e também diminui a demanda na circulação periférica durante o exercício. Entretanto, a desidratação progressiva durante a prática do exercício no calor reduz a sensibilidade da relação velocidade de sudorese/temperatura interna e consequentemente uma hipertermia relativa se instala. Este fato reduz a margem de segurança e conduz a uma fadiga precoce.

    Problemas associados a ambientes quentes

    A capacidade de liberar um fluxo sangüíneo adequado para a contratação muscular e para a pele em condições nas quais esses tecidos necessitam requererem um elevado fluxo e está na dependência da capacidade do organismo em manter um volume sangüíneo adequado. Durante a prática de exercícios em um meio ambiente frio, o coração praticamente não tem dificuldades em fornecer um volume adequado de sangue para a demanda tanto dos músculos como da pele (3), (8). Entretanto, o exercício prolongado no calor é um problema muito complexo. Este processo não está ligado somente à manutenção de um débito cardíaco ameaçado pelo volume de sangue enviado para a periferia, mas nas perdas contínuas de água, devido a evaporação do suor, que pode comprometer o retorno venoso. Nestas condições a pressão sangüínea arterial pode diminuir, porém um aumento na freqüência cardíaca pode compensar parcialmente a diminuição a níveis submáximos do débito cardíaco. Portanto, a diminuição do débito cardíaco máximo trará como conseqüências uma redução no VO2 max e no desempenho. O primeiro reflexo contra a queda da pressão sangüínea venosa central aparece na distribuição do fluxo de sangue para a periferia (2), (10), diminuindo o volume venoso periférico.
    A primeira conseqüência da restrição relativa do fluxo sangüíneo para a pele durante o exercício prolongado em ambientes quentes é que a velocidade ótima de transferência do calor não corre. Voluntários exercitando-se em um ambiente quente, acumularam calor a uma velocidade de 0.1ºC/min (3). Esta velocidade de acúmulo de calor, se continuar por um período longo, limitará a capacidade de se exercitar devido à hipertemia.
    O efeito mais sério da prática de exercícios em ambientes quentes ocorre devido a uma hipovolemia progressiva (um volume sangüíneo abaixo do normal), acompanhado de uma desidratação. Na verdade, o volume sangüíneo é mantido razoavelmente bem durante a desidratação porque a hipertonicidade que se instala, quando a água deixa o compartimento vascular, promove a saída de água do compartimento interstícial e intracelular para o sistema intravascular (7). De maneira nenhuma a hipovolemia eventualmente induz a uma a alteração na temperatura interna pela vasodilatação cut6anea e na redução do fluxo sangüíneo periférico máximo. Esta hipertemia combinada com uma diminuição do débito cardíaco máximo e redução do VO2 Max compromete a capacidade de se exercitar por um período prolongado em alta intensidade.

    Conclusões

    O meio ambiente limita de diversas maneiras a capacidade de desempenhar um exercício físico. O potencial da hipertermia em prejudicar o desempenho é geralmente mediado pela capacidade do organismo em transportar o oxigênio do meio ambiente para os músculos esqueléticos em contração. O aquecimento excessivo do organismo durante o exercício reduz a eficiência do sistema circulatório, limitando a capacidade do coração em liberar sangue oxigenado na velocidade necessária para a pele e para os músculos.

    Autores: Ethan R. Nadel

    Artigo do site: http://www.gssi.com.br

  • Muito papel e muita tinta já foram gastos por especialistas em recursos humanos na defesa da crença de que gente feliz produz mais — o que fez com que grandes empresas investissem em todo tipo de política para tornar o ambiente de trabalho mais agradável. Um dos exemplos mais conhecidos é o Google, com suas salas de descanso e massagem, jogos, comida liberada e horários flexíveis, que tornaram a empresa uma espécie de empregador dos sonhos de qualquer profissional. Agora, muitos pequenos e médios empresários estão descobrindo que algumas ações que fazem sucesso entre os funcionários podem custar pouco — às vezes, bem pouco ou nada. A reportagem de EXAME PME conversou com empreendedores que, com imaginação e um pouco de boa vontade, colocaram em prática medidas simples que deixaram seu pessoal mais contente. Veja como elas ajudam cada funcionário a…

    …virar um atleta

    No laboratório paulistano Buenos Ayres, de manipulação de cosméticos e medicamentos, o esporte começa depois do expediente. Sérgio Marques, de 50 anos, um dos donos, incentivou seus funcionários a formar um grupo de ciclismo. Todas as noites de segunda e quarta-feira, cerca de 30 deles percorrem de bicicleta as ruas da capital paulista. O passeio dura 1 hora. “Muitos queriam participar, mas não tinham equipamento”, diz Marques. “Compramos uns dez modelos bem simples, que custam menos de 200 reais, para emprestar a eles.” Com o tempo, muitos dos que começaram a pedalar adquiriram a própria bicicleta — que pode ficar estacionada no bicicletário da empresa, no bairro de Higienópolis, no centro da cidade.

    Na Trexcon, fabricante de equipamentos de automação industrial de São Paulo, desde o começo deste ano uma fisioterapeuta vai três vezes por semana à empresa para ensinar ginástica laboral a 60 funcionários. “A atividade é muito importante para quem faz movimentos repetitivos, que é caso do nosso pessoal”, diz Eloy de Sousa, de 42 anos, sócio da Trexcon. Pelo serviço, a fisioterapeuta cobra 360 reais por mês. “O programa começou há pouco tempo e já está dando ótimos resultados”, afirma Sousa. “Agora, raramente alguém precisa faltar por dores causadas pelo trabalho, o que era muito frequente no passado.”

    …se conectar com o mundo

    Em pequenas e médias empresas, funções que não requerem computador são comuns. É o que acontece com garçons, atendentes em lanchonetes e mecânicos em redes de oficinas, por exemplo. Eles acabam sem acesso à internet — que, hoje em dia, é quase como ficar pelado. Nos restaurantes America, de São Paulo, os funcionários da cozinha ou que servem clientes no salão não tinham como receber e-mail da família ou pagar uma conta pela internet sem deixar o local de trabalho. Desde o início deste ano, cada uma das 14 lojas da rede ganhou um terminal de computador, que pode ser utilizado nos intervalos ou nos horários de entrada e saída do serviço. Cada um é compartilhado, em média, por cerca de 60 funcionários. “Agora eles também podem acessar a intranet para saber o que acontece na própria empresa”, diz Marcelo Cabrera, gerente de recursos humanos do America.

    …economizar uns trocados

    Assinar convênios com estabelecimentos comerciais ou com profissionais de saúde para obter descontos para os funcionários é uma forma de fazer o salário deles render mais. Na maioria dos casos, não custa absolutamente nada para a empresa — normalmente, quem fecha esses convênios oferece condições melhores de preço e pagamento em troca da preferência e de um número grande de clientes. “Basta apenas descobrir o que o pessoal mais precisa e procurar um fornecedor para fazer um acordo”, diz Fernando Mungioli, dono da Arcoweb, editora de livros e revistas para profissionais de arquitetura e construção civil. Mungioli fez um acordo desses com a massagista de um consultório próximo à empresa, no centro de São Paulo. Os funcionários têm direito a um abatimento de 30%. “Eles usam bastante o serviço, valorizando uma iniciativa que não nos custou nada”, diz Mungioli. “O resultado foi tão bom que estamos estudando novos acordos.”

    A MSTech, empresa de tecnologia com sede em Bauru, no interior paulista, fez convênios com farmácias, clínicas odontológicas e uma academia de ginástica que renderam descontos de até 50% para os funcionários. “Acreditamos que os benefícios ajudam a reduzir a rotatividade, que é alta no setor”, diz o sócio Eduardo Stevanato, de 42 anos.

    …ser um pouco criança

    Há pequenas e médias empresas que investem em diversão para aliviar as tensões no trabalho. É o que faz uma das equipes da Digital Pages, de São Paulo, especializada em publicações digitais. Os funcionários da revista eletrônica Salseiro — todos loucos por jogos eletrônicos — se reúnem às sextas-feiras para disputar campeonatos de videogame. O almoço do vencedor do dia e os comes e bebes consumidos durante a competição são por conta da empresa. “Com 70 reais por semana, integramos os funcionários de um jeito divertido”, diz o empreendedor Juan Ximenes, de 28 anos.

     …ter acesso a atividades culturais

    Quando Marques, do laboratório Buenos Ayres, percebeu que entre seus funcionários havia muitos que estudavam algum instrumento, ele viu a oportunidade de congregar seu pessoal em torno de algo importante para eles. Marques, que toca guitarra, montou um miniestúdio com microfone, amplificadores e caixas acústicas no auditório da empresa. Às sextas-feiras, ele e mais dez funcionários tocam violão, bateria, baixo e teclado em jam sessions que atendem a todos os gostos dos participantes. “O repertório inclui rock, MPB, pagode e música sertaneja”, diz Marques. “É a nossa happy hour.”

    …não ficar na mão na hora do aperto

    Ajudar os funcionários a superar problemas familiares, financeiros ou pendências judiciais não implica gastar muito dinheiro. “Problemas pessoais acabam com a tranquilidade e afetam o desempenho”, diz Cida Gomes, de 45 anos, dona da paulista GSS, que presta serviços de segurança para grandes companhias. Um dos benefícios que ela concede a seus 600 funcionários é um plano que permite consultar — gratuitamente — psicólogos, assistentes sociais, advogados e consultores financeiros. “Desde que passamos a dar esse apoio, muitos funcionários nos procuraram para dizer que a vida deles melhorou, e isso refletiu positivamente nos negócios”, afirma Cida. “Os atrasos, as faltas e o número de acidentes de trabalho caíram.” Na GSS, o custo do benefício é 15 reais mensais por pessoa.

    …se organizar melhor

    Um problema comum a muitos profissionais é a falta de tempo para os afazeres pessoais, consultar um médico ou fazer um curso. Nas grandes cidades, ir ao trabalho e voltar é, geralmente, sinônimo de perder várias horas em congestionamentos, o que causa ainda mais estresse e desconforto. Uma solução ao alcance de muitas pequenas e médias empresas para diminuir esse sofrimento é adotar horários flexíveis de trabalho. “É simples, sem custo e agrada bastante”, afirma a consultora de recursos humanos Renata Mello. “Mas poucas pequenas e médias empresas dão essa liberdade aos funcionários, pois é preciso uma política de gestão por resultados, e não por tempo trabalhado.”

    Na Reconsult, de São Paulo, que presta consultoria em exploração mineral, é permitido esticar o tempo de almoço ou alterar o horário de entrada e saída para fazer cursos de idiomas ou simplesmente malhar na academia. “As avaliações de desempenho estão relacionadas ao cumprimento de metas, e não ao tempo que as pessoas passam no escritório”, diz Renato Cordani, de 36 anos, sócio da Reconsult.

    …comer direitinho

    Há dois anos, a Aliz, empresa de consultoria fiscal, oferece diariamente um café da manhã aos 265 funcionários de suas unidades em São Paulo e no Rio de Janeiro. A obediência aos preceitos de uma alimentação saudável é visível — nas mesas, há sempre pães integrais, frutas, sucos naturais, iogurtes e cereais. Depois, no meio da tarde, uma copeira percorre as salas com um carrinho cheio de frutas. A despesa mensal com as duas refeições fica em torno de 13 reais por funcionário. De acordo com o sócio Eduardo Lopes, o objetivo é diminuir o consumo de porcarias no dia a dia. “Acredito que uma ação concreta dá mais resultado do que campanhas de conscientização com palestras e folhetos”, afirma Lopes. “Muitos dizem que agora eles e suas famílias se alimentam melhor também em casa.”

    A corretora paulista GPS-Pamcary, especializada em seguros para transportadoras, contratou uma nutricionista para acompanhar casos de obesidade e colesterol alto. Ela também analisa o cardápio dos restaurantes próximos da empresa e indica os pratos mais saudáveis. Num ano, a redução de peso entre os 210 empregados que passaram pelo programa chegou a 2,3 quilos por pessoa. O investimento foi de apenas 3,80 reais mensais para cada um.

    …descansar, pois ninguém é de ferro

    Um ambiente com camas arrumadas para tirar uma soneca enrolado em cobertores quentinhos pode parecer muito estranho de encontrar numa fábrica. Mas essa é a descrição do “cochilódromo” — um departamento importante para os funcionários da Politorno, empresa de móveis de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. Com um investimento de 1 000 reais, a Politorno criou um espaço com 25 camas onde, depois do almoço, quem quiser pode tirar uma soneca de até 45 minutos.

    Na paulista Direct Talk, empresa de softwares para relacionamento com consumidores, há o que foi batizado de sala de descompressão. Ali, os funcionários praticam ioga, comemoram aniversários, leem revistas e comem barras de cereais fornecidas pela empresa. “Eles podem ficar lá o quanto quiserem”, diz Diego Lopes, sócio da Direct Talk, que investe 72 reais mensais por funcionário na manutenção da sala de descompressão. “O que queremos é que as tarefas sejam cumpridas.”

    Cecília Abatti e Carmen Nascimento 27.10.2009

    exame/pme

  • Amizade 13.04.2010 No Comments

    Se você está na lista de pessoas que deve se vacinar contra a gripe A, veja a lista de locais em São Paulo e na Grande São Paulo (cidades próximas) os locais para receber a vacina.

    CLIQUE AQUI PARA VER A LISTA DE LOCAIS DE VACINAÇÃO EM SP E TODA GRANDE SP (arquivo no formato .pdf).

     

     

    Se você quer maiores informações ou tem dúvidas referentes à vacinação e sobre a gripe suína (H1N1), acesse o link acima em  Prevenção – H1N1, ou clique aqui.

    Abaixo o calendário de vacinação :

    fonte: Ministério da Saúde 
  • Amizade 06.04.2010 No Comments

    A Aui Mauê Rafting é uma operadora de Rafting situada em Socorro/Sp, a 130km da capital, no meio da natureza. Somos uma empresa séria que tem como objetivo a realização do Rafting de um jeito especial e diferenciada.

    O Rafting é uma das mais divertidas atividades de aventura. É pura emoção, adrenalina e contato com a natureza. A Aui Mauê leva você para uma experiência única, repleta de alegria, descontração e espírito de equipe. Venha viver esse momento em um dos mais preservados rios do estado de São Paulo, um paraíso que vai unir momentos de contemplação e fortes emoções.

    São 22 corredeiras em um percurso muito emocionante, onde botes com 5 pessoas mais um condutor descem o rio de pura adrenalina.

    Aui-Maue (com fone) Aui Mauê Rafting

    Centro Ambiental do Rio do Peixe, KM 8 – Socorro – SP

    E-mail: contato@auimaue.com.br

    www.auimaue.com.br